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Nesta Quinta, 20, Diálogo público sobre movimentos sociais contemporâneos

20 de outubro de 2011

Nesta quinta-feira, dia 20 de outubro, acontecerá, às 16 horas, no acampamento Ocupa salvador o Diálogo Público com Michael Burawoy, da Universidade da Califórnia, em Berkeley, pesquisador de temas ligados à precarização do trabalho e movimentos sociais,  e Ruy Braga (USP) especialista em Sociologia do trabalho apresentará a sociologia pública no contexto da sociologia e das lutas sociais no Brasil.

As falas de Michael Burawoy contará com tradução simultânea do Professor Felippe Ramos, da INULAT – Iniciativa Ufba-Latina.

O Diálogo será transmitido AO VIVO pela internet – o link será divulgado amanhã aqui no blogue e nas nossas redes: twitter e facebook.

Trata-se um evento livre e viabilizado colaborativamente! Divulgue e participe!
O Diálogo será no local da ocupação, em praça pública – na praça nova de Ondina (na orla, entre o local das esculturas das gordinhas e o Othon).


Saiba mais sobre os pesquisadores:

Michael Burawoy é professor do Departamento de Sociologia da Universidade da Califórnia, Berkeley, conhecido como um etnossociólogo do trabalho. Em 2004 foi eleito presidente da American Sociological Association (ASA). Entre 2006 a 2010 foi vice-presidente para o Comitê das Associações Nacionais da International Sociological Association (ISA). E atualmente é presidente da International Sociological Association (ISA). Michael Burawoy possui várias publicações, dentre elas o livro “Por uma Sociologia Pública” escrito com Ruy Braga, Professor e Vice-Chefe do departamento de sociologia da Universidade de São Paulo, Diretor do Centro de Estudos dos Direitos da Cidadania (Cenedic), secretário de redação da revista Outubro e organizador juntamente com o prof. Marco Aurélio Santana o dossiê Sociologia Pública do Caderno CRH n. 56. Principal expoente na defesa da Sociologia Pública, Burawoy defende a ideia de uma “prática sociológica” engajada com diferentes públicos extra-acadêmicos, que consiga conjugar o rigor de uma sociologia profissional com a intervenção no espaço publico.
Ruy Braga tem sido o defensor e difusor da proposta de uma sociologia pública no Brasil. Em seus textos tem discutido como se processa a trajetória da sociologia do trabalho brasileira, identificando as diferentes fases e campos do conhecimento sociológico (o profissional, o crítico, o público e o para políticas públicas) pelos quais foi marcada. Reflete assim sobre o lugar da sociologia pública no contexto da sociologia e das lutas sociais no Brasil, ontem e hoje.

As principais medidas adotadas em Cancún

11 de dezembro de 2010

O acordo firmado neste sábado em Cancún pela conferência da ONU sobre mudanças climáticas prevê uma série de mecanismos para combater o aquecimento global e permitir que os países mais pobres e vulneráveis se adaptem as suas dramáticas consequências.
Estes são seus pontos principais: 

FUTURO DO PROTOCOLO DE KYOTO
 
- Convoca os países desenvolvidos a discutir uma nova fase de compromissos de redução de emissões sob o Protocolo de Kyoto, cuja primeira fase expira no final de 2012, "para garantir que não ocorra um hiato" entre os dois períodos. 

Não requer, por enquanto, que as nações assinem compromissos para o período posterior a 2012. Japão liderou a oposição à prolongação do Protocolo, alegando que é injusto porque não inclui os dois maiores emissores: Estados Unidos (porque não o ratificou) e China (por ser um país em desenvolvimento). 

AJUDA PARA OS PAÍSES EM DESENVOLVIMENTO
 
- Cria uma nova instituição, o Fundo Verde, para administrar a ajuda financeira dos países ricos aos mais pobres. 

Até agora, União Europeia, Japão e Estados Unidos prometeram contribuições que devem chegar a US$ 100 bilhões anuais em 2020, além de uma ajuda imediata de US$ 30 bilhões. 

- Convida o Banco Mundial a servir como tesoureiro interino do Fundo Verde Climático por três anos.
- Estabelece um conselho de 24 membros para dirigir o Fundo, com igualdade de representação de países desenvolvidos e em desenvolvimento, junto com representantes dos pequenos Estados insulares, mais ameaçados pelo aquecimento. 

- Cria um centro de tecnologia climática e uma rede para ajudar a distribuir o conhecimento tecnológico aos países em desenvolvimento, com o objetivo de limitar as emissões e se adaptar aos impactos das alterações climáticas. 

MEDIDAS PARA FREAR O AQUECIMENTO
 
- Salienta a necessidade urgente de realizar "fortes reduções" nas emissões de carbono para evitar que a temperatura média do planeta aumente mais de 2ºC em comparação com os níveis da era pré-industrial. 

- Convoca os países industrializados a reduzir suas emissões entre 25% e 40% em 2020 em relação ao nível de 1990. Esta parte encontra-se incluída no Protocolo de Kyoto, e por isso não inclui os Estados Unidos, que nunca o ratificaram. 

- Concorda em estudar novos mecanismos de mercado para ajudar os países em desenvolvimento a limitar suas emissões e discutir essas propostas na próxima conferência, no final de 2011, em Durban (África do Sul). 

FISCALIZAÇÃO DAS AÇÕES DOS PAÍSES EM DESENVOLVIMENTO PARA REDUZIR AS EMISSÕES
 
Esses países, especialmente os grandes emergentes, como China, Brasil e Índia, "em função de suas suas capacidades", divulgarão a cada dois anos relatórios que mostrem seus inventários de gases de efeito estufa, e informações sobre suas ações para reduzi-los. 

Esses relatórios serão submetidos a consultas e análises internacionais, "não intrusivas", "não punitivas" e "respeitando a soberania nacional". 

REDUZIR O DESMATAMENTO
 
- Traz o objetivo de "reduzir, parar e reverter a perda de extensão florestal" nas florestas tropicais. O desmatamento responde por 20% das emissões de gases de efeito estufa globais. Pede aos países em desenvolvimento que tracem seus planos para combater o desmatamento, mas não inclui o uso de mercados de carbono para seu financiamento. 

- Exorta todos os países a respeitar os direitos dos povos indígenas.

Grécia desenvolve bolsa portátil solar para ser usada como bateria

9 de outubro de 2010

Pesquisadores da Grécia estão desenvolvendo novas formas de aproveitar a farta energia solar disponível no país.

Atualmente, tentam incrementar uma bolsa equipada com um painel solar que já está à venda nos Estados Unidos de forma a transformá-la em uma pequena usina e antena de transmissão.

Cientistas gregos agora trabalham em uma fina película que pode gerar e conduzir eletricidade e ser aplicada sobre capas plásticas comuns. Eles esperam que o produto revolucione redes sem fio portáteis.

Uma simples bolsa poderia ser transformada em bateria e antena para um sistema sem fio. Mas entre as dificuldades que a pesquisa enfrenta está a crise econômica na Grécia, que tem levado muitos pesquisadores a deixar o país.

Bom para o bolso e o planeta

Um guia Bom para o bolso e o planeta

Quem paga as contas da casa (ou seja, os pais do adolescente que passa duas horas no banho e da moça que usa o secador duas vezes por dia) dá um duro danado para reduzir os gastos com água e luz. Substitui lâmpadas incandescentes por LED ou fluorescentes (cujo efeito pode ser aquela iluminação horrível de padaria), acumula a maior quantidade possível de roupas sujas, para só então lavar e passar, e, inutilmente, tenta controlar os jovens incontroláveis. Mas é possível ir além dessas medidas, inclusive da gritaria com os gastadores cheios de espinhas


Anna Paula Buchalla*
Revista Veja – 06/10/2010


Graças a certos aparelhinhos que funcionam como acessórios inteligentes, pode-se economizar nas contas sem que isso resulte em mudanças drásticas nos hábitos da família. Eles cumprem a função de diminuir os gastos desnecessários. Com a ajuda de especialistas, VEJA selecionou seis produtos eficientes para seu bolso a longo prazo, para a conservação do planeta e, não menos relevante, para a manutenção das suas cordas vocais.

Graças a certos aparelhinhos que funcionam como acessórios inteligentes, pode-se economizar nas contas sem que isso resulte em mudanças drásticas nos hábitos da família. Eles cumprem a função de diminuir os gastos desnecessários. Com a ajuda de especialistas, VEJA selecionou seis produtos eficientes para seu bolso a longo prazo, para a conservação do planeta e, não menos relevante, para a manutenção das suas cordas vocais.

INTERRUPTORES QUE REGULAM INTENSIDADE DE LUZ
O que fazem: também chamados de dimmers, esses interruptores permitem ao morador controlar a intensidade de luminosidade da lâmpada. A diminuição em 20% da intensidade de luz é quase imperceptível ao olho humano e já resulta em economia.

Economia: "Manter a lâmpada acesa com 80% de sua capacidade reduz em 30% os gastos com iluminação e pode dobrar o tempo de vida útil da lâmpada", diz o engenheiro elétrico Pedro Braida Neto Redução na conta mensal com seis lâmpadas reguladas por dimmer: 9 reais .

Preço: a partir de 30 reais .

FILTRO DE LINHA ELÉTRICA
O que faz: ao ser conectado via USB ao computador, o filtro corta o fornecimento de energia aos equipamentos eletrônicos periféricos, como impressora, caixas de som e monitor, assim que o computador é desligado .

Economia: o aparelho evita que os acessórios consumam 9,2 kWh por mês quando ligados ininterruptamente em modo stand by .

Redução na conta mensal: 4 reais, considerando o uso de duas horas por dia do computador e demais acessórios .

Preço: 29,10 dólares (na Amazon) .

REGULADOR DE VAZÃO DO CHUVEIRO
O que faz: o registro permite que a pessoa controle a intensidade do jato da ducha (não tem a ver com a regulagem obtida com as torneiras) .

Economia: um chuveiro convencional gasta, em média, 20 litros por minuto. Com o regulador, esse volume pode ser ajustado para um fluxo de 8, 14 e 16 litros, sem que seu banho se torne menos agradável .

Redução na conta mensal: de 27 a 34 reais .

Preço: de 75 a 90 reais .

AREJADOR DE TORNEIRAS
O que faz: mistura ar à água, causando a sensação de maior volume. Com o arejador, o jato de água sai da torneira em forma de "chuveirinho".

Economia: entre 57% e 76%. Enquanto uma torneira convencional usa de 14 a 25 litros de água por minuto, com o arejador o consumo cai para 6 litros .

Redução na conta mensal: de 22 a 30 reais .

Preço: de 28 a 35 reais .

VÁLVULA DE DESCARGA COM ACIONAMENTO DUPLO
O que faz: as válvulas mais modernas têm duas teclas de acionamento. A destinada à remoção de resíduos sólidos usa 6 litros de água por descarga; a de resíduos líquidos, apenas 3 .

Economia: como um equipamento convencional usa de 10 a 12 litros de água por descarga, a substituição causa uma economia de 40% a 50% no fim do mês .

Redução na conta mensal: de 9 a 11 reais .

Preço: de 85 a 171 reais (válvula); de 250 a 2 600 reais (bacia com caixa acoplada) .

FILTRO DE LINHA ELÉTRICA COM SENSOR DE PRESENÇA
O que faz: um sensor eletrônico bloqueia a energia de até seis aparelhos em stand by ao detectar a ausência de movimento no ambiente. O período para que os equipamentos sejam automaticamente desligados pode ser regulado entre trinta segundos e trinta minutos .

Economia: o filtro pode representar um corte de 5% na conta de luz, considerando o consumo médio de 157 kWh por mês das residências brasileiras, segundo o Ministério de Minas e Energia .

Redução na conta mensal: 4 reais, prevendo-se o uso de duas horas por dia do computador, som, TV e demais acessórios .

Preço: 91,25 dólares (no site energyfederation.org) .

VEJA TAMBÉM:
Ecológico e econômico: O modelo W+W integra cuba de pia e vaso sanitário em uma única peça. A criação dos designers italianos Gabriele e Oscar Buratti reduz o desperdício de água - porque a água usada para lavar as mãos é aproveitada para dar descarga .

Como funciona: toda a água utilizada no lavatório escorre para a caixa de descarga. A válvula tem duas teclas de acionamento: uma para 3 (resíduos líquidos) e outra para 6 litros (resíduos sólidos).

Preço: 14 000 reais .

*Outras fontes consultadas: os engenheiros Paulo Costa, diretor comercial da consultoria H2C, e Paulo Milano, diretor da Siclo Consultoria; o administrador Ronaldo Gonçalves, da Sabesp; Eletropaulo; Eletrobras; Agência Nacional de Energia Elétrica; a loja de materiais de construção C&C; e as empresas Schneider Electric, Legrand, Deca, Docol, Draco, Roca e Z Wave.

Festas de Trabalho pelo Clima

7 de outubro de 2010

Caros amigos,

Neste domingo, 10/10/10, nós iremos quebrar um record mundial: cidadãos de 187 nações irão organizar mais de 6300 "festas de trabalho pelo clima" desde Brasil até o Palau. A mensagem: pessoas ao redor do mundo estão agindo pelo clima -- e chegou a hora dos governantes se juntarem a nós.

Vamos mostrar que o movimento climático global está em todos lugares, energizado e gigante -- clique para encontrar um evento:
Neste domingo, em mais de 6.300 eventos em 187 países, cidadãos ao redor do mundo irão desmascarar um boato perigoso: que o movimento climático global desapareceu.

Vamos mostrar aos líderes mundiais e à imprensa que nós estamos mais diversificadas, maiores e mais criativos do que nunca - e que nós simplesmente não vamos desistir até que o nosso planeta, e todos os que vivem nele, estejam a salvo.

No domingo, 10 de outubro - que é 10/10/10, uma data para se lembrar – nós vamos nos reunir em "festas de trabalho" para o clima ao redor do mundo, demonstrando a nossa determinação e soando um apelo aos nossos governantes: "Nós estamos colocando a mão na massa ... e você? "

Quanto mais pessoas participarem, mais direta será a nossa mensagem de determinação para derrotar as mudanças climáticas. Estas festas não serão somente incrivelmente úteis, como divertidas também. Clique abaixo para encontrar um evento perto de você e confirmar a presença (ou inscrever o seu próprio evento) - é hora de arregaçar as mangas e agir:

http://www.avaaz.org/po/global_work_party/?vl

O momento é crítico: nas próximas semanas e meses, nossos governantes irão tomar decisões importantes sobre o esforço para conseguir um novo tratado climático global. O ano todo eles ficaram se lamentando sobre a Conferência de Copenhague que aconteceu em dezembro, onde países não conseguiram chegar a um acordo vinculante – e nem mesmo a um compromisso de elaborar um. Se os políticos pensarem que as mobilizações populares por ações climáticas acabaram, eles irão ceder ao lobby do combustível fóssil - e simplesmente desistir de chegar a um acordo real.

Mas mesmo com os governos se esquivando, a crise climática está acelerando. 2010 é o ano mais quente já registrado. Desastres naturais ligados ao clima, como as inundações no Paquistão, custaram milhares de vidas. E os cientistas dizem que a situação está piorando. Nosso movimento tem que estar à frente da crise climática e precisamos puxar os políticos conosco.

Ao demonstrar a nossa determinação, a Festa de Trabalho Global irá lançar um desafio aos nossos governantes. Eventos locais incluem o plantio de árvores no interior da Tanzânia, a instalação de painéis solares na China, e um passeio de bicicleta internacional da Jordânia para Israel - junto com eventos muito mais simples organizados por pequenos grupos de amigos. Onde quer que estejamos e qualquer que seja a nossa ação, nós estamos passando uma mensagem: nós estamos gerando soluções para as mudanças climáticas em nossas proprias comunidades, os nossos governantes não têm desculpa para não começar a trabalhar a nível nacional e mundial.

Quanto mais pessoas participarem, mais poderosa será a nossa mensagem. 10/10/10 é daqui a poucos dias, e é fácil participar - clique para se inscrever:

http://www.avaaz.org/po/global_work_party/?vl

Embora haja pouco tempo para enfrentar as mudanças climáticas, o movimento climático em si, é relativamente jovem. A abolição do comércio transatlântico de escravos e o fim do Apartheid levou décadas. Porém, as mudanças climáticas, por causa de sua ameaça a todos em todos os lugares, tem um poder especial de unir as pessoas além das fronteiras.

No ano passado, uma onda extraordinária de atividade, com sucessivos dias de ação global (21 de setembro, 24 de outubro e 12 de dezembro) levaram os Chefes de Estado do mundo todo a estarem presentes na Conferência de Copenhague. Foi de tirar o fôlego, mas não foi o suficiente. Este fim de semana, vamos renovar nosso compromisso de lutar pelas seis bilhões de vidas - e mostrar que não estamos indo a lugar algum, enquanto nós temos um planeta para salvar.

Com esperança e determinação,

Ben, Iain, Ben M, Maria Paz, Ricken, David, Graziela e toda a equipe Avaaz

PS: Estes eventos estão sendo organizados por uma vasta gama de grupos e indivíduos, com o apoio dos amigos da Avaaz, a 350.org - utilizando ferramentas da web que facilitam a localização de um evento ou o cadastro de um novo evento. Inscreva-se para um evento com estas ferramentas, e a 350 irá enviar algumas mensagens úteis nas vésperas do dia de ação. Aqui está o link novamente:

http://www.avaaz.org/po/global_work_party/?vl



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EVENTOS EM SALVADOR

Salvador
Brasil




A Avaaz é uma rede de campanhas globais de 5,6 milhões de pessoas que se mobiliza para garantir que os valores e visões da sociedade civil global influenciem questões políticas internacionais. ("Avaaz" significa "voz" e "canção" em várias línguas). Membros da Avaaz vivem em todos os países do planeta e a nossa equipe está espalhada em 13 países de 4 continentes, operando em 14 línguas. Saiba mais sobre as nossas campanhas aqui, nos siga no Facebook ou Twitter.

Esta mensagem foi enviada para lucianasarno@gmail.com. Para entrar em contato com a Avaaz não responda este email, escreva para nós no link www.avaaz.org/po/contact.


"Temos o que aprender com o Brasil"

20 de março de 2010

Afirma enviado dos EUA para Mudanças Climáticas

19/03 - 22:21 - Natasha Madov, iG São Paulo

Os Estados Unidos pretendem aprender com o Brasil como usar melhor fontes renováveis de energia e biocombustíveis, acreditam que a China representa um grande desafio diplomático na questão do aquecimento global e encaram o Acordo de Copenhagen como um relativo sucesso.

É o que afirma o principal negociador para mudanças climáticas do país, Todd Stern, que está em passagem pelo Brasil para ratificar o acordo de cooperação bilateral assinado pela secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, no mês passado.

Todd Stern

Todd Stern: a responsabilidade pelo aquecimento global precisa ser dividida

Em entrevista ao iG, ele avaliou o atual estado das negociações climáticas com os países em desenvolvimento, o trabalho do IPCC (sigla em inglês de Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas) e os esforços do presidente Barack Obama, bem como o ceticismo em torno do tema.

iG: Como o senhor avalia o resultado do encontro em Copenhagen, em dezembro passado?

Todd Stern: Foi uma reunião muito difícil, em vários aspectos, mas o resultado final foi bastante importante. Não foi o que todos queriam, mas, no nosso ponto de vista, teve resultados positivos. O acordo de Copenhagen foi negociado por um grupo extraordinário de chefes de Estado, e incluiu um número importante de metas. Foi a primeira vez que esses países tinham um objetivo claro, que era tentar segurar o aumento de temperatura em 2 graus centígrados, e todos estavam cientes da importância da tecnologia, das florestas e da transparência nas ações. É um acordo curto, incompleto, mas é um importante passo à frente.


iG: A ONU (Organização das Nações Unidas) pediu recentemente que o trabalho do IPCC fosse revisado, após a descoberta de alguns erros. O que o senhor acha disso?

Todd Stern: Foi uma atitude inteligente da ONU, que ajuda a solidificar a confiança do público. Sim, existem erros, mas o fundamental não mudou. Existe uma quantidade gigante de provas que o planeta está ficando mais quente. São literalmente milhares de estudos, tanto do IPCC quanto de outras fontes, que apontam nesta direção. Só o trabalho do IPCC é imenso, vários volumes com milhares de páginas. A revisão vai ajudar com que se evite esses erros no futuro, mas no fundo nada mudou.

iG: Os últimos acontecimentos têm ajudado os "céticos do clima", que acham que o aquecimento global não existe?

Todd Stern: Sabe, acredito que deve ter havido um pequeno aumento no número deles, mas não acho que seja significativo a longo prazo. Existem pessoas interessadas em se opor ao aquecimento global, mas os eventos são de tal ordem que as provas vão continuar aparecendo. Gostaria que não fosse assim, mas é o que acontece; todo mês, toda semana, todo dia surge algo novo que comprova os fatos, como o derretimento das geleiras.

iG: O que a administração Barack Obama está fazendo para combater as mudanças climáticas?

Todd Stern: O presidente está extremamente focado nisso, estava ainda antes da sua posse. O pacote de estímulo à economia que ele aprovou no início do seu mandato previa um investimento de 80 bilhões de dólares em energias limpas. Em um ano normal, um investimento desse tipo seria da ordem de três ou quatro bilhões (de dólares).

No ano passado a EPA (sigla em inglês de Agência de Proteção Ambiental dos EUA) estabeleceu padrões de economia de combustível para os veículos. Estamos nos esforçando para mudar a legislação, e nossa proposta está aguardando no Senado. Agora a EPA está estudando regulamentações para o setor elétrico. Isso no âmbito doméstico.

Internacionalmente, houve um compromisso imenso. O governo anterior não estava envolvido neste tema, e quando o presidente Obama assumiu foi estabelecido, praticamente desde o primeiro dia, o cargo de Enviado Especial, que nos colocou de volta ao plano das discussões multilaterais. Estamos procurando acordos bilaterais com vários países, inclusive o Brasil, com quem acabamos de fechar no mês passado um acordo de cooperação.


iG: Como é este acordo?

Todd Stern: Ele contempla muitas frentes. Uma é diplomática: aproximar o diálogo, discutir cooperativamente e trabalhar em conjunto em relação à direção das negociações sobre mudanças climáticas. Uma boa parte do foco vai ser em uso da terra, cuidados florestais, energia, biocombustíveis, eficiência energética, pesquisa científica. O acordo é bem vasto. Assinamos também acordos com a China e a Índia, e estruturamos o Fórum das Maiores Economias, que o presidente Bush iniciou, e colocamos um foco em emissões de carbono. O primeiro grande encontro foi ano passado, na Itália, mas as reuniões continuam.

iG: Os EUA pretendem cooperar com o Brasil na pesquisa de biocombustíveis e energia renovável?

Todd Stern: O Brasil tem um trabalho impressionante nessa área, é o líder mundial e sim, esse é um dos campos em que gostaríamos de trabalhar em cooperação. Temos algumas coisas a aprender com o Brasil.

iG: Como lidar com a questão das emissões da China?

Todd Stern: A China é um grande desafio. É um país que mostra para onde a diplomacia das mudanças climáticas tem que ir. Tradicionalmente, em acordos como o de Kyoto, os países desenvolvidos devem agir, e os em desenvolvimento não precisam se comprometer. Essa divisão não pode continuar se quisermos realmente resolver o problema, e a China é o melhor exemplo do porquê disso. É o maior emissor de gases-estufa do mundo, e está crescendo. E ela não está sozinha. Economias emergentes como o Brasil também desempenham um grande papel. Os países desenvolvidos têm sua responsabilidade histórica, mas todos têm que agir, e por isso encaro o acordo de Copenhagen como um avanço, pois todos concordaram em submeter suas propostas para reduzir as emissões e todos fizeram isso, até 31 de janeiro deste ano. Isso nunca tinha acontecido antes.

iG: O senhor foi o negociador do Protocolo de Kyoto durante o governo Clinton, e está agora de volta como Enviado Especial de Mudanças Climáticas do governo Obama. O que mudou de lá para cá e por que os Estados Unidos não ratificaram ainda o Protocolo de Kyoto?

Todd Stern: Desde 1997, algumas coisas continuam as mesmas, mas muito mudou. A maior diferença é que agora os países em desenvolvimento são os maiores emissores de carbono. Nós sabemos que historicamente esse papel cabia ao Primeiro Mundo e temos que agir de acordo com isso. Mas nós vivemos pensando no futuro, e não no passado. O paradigma básico de Kyoto, que os países em desenvolvimento não tinham responsabilidade nas emissões, simplesmente não funciona mais, e muitos enxergam isso.

Alguns países se agarram a Kyoto, mas cada vez mais os governos reconhecem essa mudança e que o mundo tem que descobrir um meio de mudar essa situação pela via diplomática.

A respeito dos Estados Unidos, nunca houve um apoio político real a um acordo cujas obrigações fossem todas aos países mais ricos. Havia muita oposição. E o tema não era ainda tão premente - havia oposição das indústrias, que não queriam aumentar seus custos, e de grupos conservadores. A opinião pública também não sentia a necessidade de ações urgentes. Estes problemas ainda não acabaram, mas a situação melhorou muito agora.

Tempestade de areia atormenta chineses

Em Pequim, turistas e moradores tiveram de usar máscaras. A poeira tornou o ar perigoso, segundo autoridades.

Do G1, em São Paulo

Foto: Reuters

Tempestade de areia e poluição dificultaram a visão das pessoas e encobriram várias cidades chinesas. Em Pequim, turistas e moradores tiveram de usar - ou improvisar - máscaras para proteger o rosto da poeira. A coração do país ganhou um sinistro tom avermelhado. Em Tianjin, o vento forte levantou areia e trouxe muito pó. Quase não foi possível caminhar. As autoridades informaram que a qualidade do ar atingiu níveis perigosos e nocivos à saúde. (Foto: Reuters)

Meteoro extinguiu mesmo dinossauros, diz maior estudo sobre o tema

5 de março de 2010

Dinossauro

Os dinossauros teriam desaparecido ao lado de cerca de 70% das espécies

Cientistas responsáveis pela maior revisão dos estudos sobre a extinção dos dinossauros afirmam que podem confirmar que o impacto de um asteroide sobre a Terra, na região do México, teria sido responsável pelo desaparecimento dos animais, há 65 milhões de anos.

Há 30 anos, a teoria domina os estudos sobre os dinossauros, mas permanecia sem confirmação, com alguns especialistas afirmando que a extinção poderia ter sido causada por uma erupção vulcânica na Índia.

Mas uma revisão de 20 anos de estudos sobre o assunto realizada por um grupo de 41 cientistas de 12 países sugere que há provas suficientes não apenas para apoiar a teoria do asteroide, mas para descartar outras teorias vigentes sobre a extinção dos animais.

Impacto e destruição

A revisão, publicada na edição desta sexta-feira da revista científica Science, sugere que o asteroide tinha dez mil metros de diâmetro e atingiu a Terra a uma velocidade de cerca de 20 quilômetros por segundo.

O impacto teria ocorrido na região da península de Yucatán e teria liberado um milhão de vezes mais energia do que qualquer bomba atômica testada. Dados analisados de imagens de satélite indicam que a cratera de Chicxulub, que tem 200 quilômetros de diâmetro, seria o local exato do impacto.

Segundo os pesquisadores, o impacto liberou grandes quantidades de água, poeira, gases e partículas de carboneto e fuligem, o que teria causado um bloqueio da luz solar e o consequente esfriamento da Terra.

Ainda de acordo com os cientistas, a grande quantidade de enxofre liberada pela colisão contribuiu para a formação de chuvas ácidas na terra e nos oceanos e também teria tido um efeito na queda de temperatura.

"O impacto de Chicxulub foi uma perturbação extremamente rápida dos ecossistemas da Terra, numa escala maior do que qualquer outro impacto conhecido desde que a vida surgiu na Terra", disse Sean Gullick, um dos autores do estudo.

Além dessas consequências, os cientistas ainda fizeram simulações em laboratório e revisões de estudos anteriores para afirmar que o impacto do asteroide ainda teria causado terremotos, tsunamis e incêndios.

"O impacto causou um tsunami muitas vezes maior do que a onda que se formou no Oceano Índico e atingiu a Indonésia em dezembro de 2004", afirmou o geólogo marinho Tim Bralower, da Universidade de Penn, que participou do estudo.

"Essas ondas causaram uma destruição massiva no fundo do mar", afirmou.

De acordo com os cientistas, além de ter provocado a extinção dos dinossauros, a colisão causou o desaparecimento de cerca de 70% de todas as espécies que habitavam a Terra na época.

Camada de argila

O estudo sugere que um dos argumentos mais fortes que apóiam a teoria, além da escala do impacto do asteroide no solo terrestre, seria uma camada de argila encontrada em diversas amostras do solo do período Cretáceo e Paleogeno e estudada desde 1980 após ter sido descoberta pelo geofísico Luiz Alvarez.

Essa camada é rica em um elemento chamado de irídio, abundante em asteroides e cometas, mas dificilmente encontrado em grandes concentrações na superfície da Terra.

Além disso, a camada ainda possui uma faixa de cerca de um metro onde não há fósseis de dinossauros ou de outros animais, o que poderia indicar um desaparecimento repentino.

Segundo os cientistas, essa camada de argila é encontrada em todos os sítios com amostras da fronteira entre os períodos Cretáceo e Paleogeno no mundo, o que demonstra que o fenômeno foi "realmente global".

De acordo com o estudo, nenhuma outra teoria existente sobre o fim dos dinossauros remete à extinção em massa de espécies entre esses dois períodos de maneira tão global quanto a do impacto do asteroide ou apresenta mecanismos para explicar como houve uma mudança biótica tão abrupta.

"Combinando todos os dados disponíveis de diferentes disciplinas científicas nos levam a concluir que o impacto de um asteroide há 65 milhões de anos no que hoje é o México foi a principal causa de extinções massivas", disse Peter Schulte, que liderou o estudo.

Segundo ele, apesar das provas, dificilmente a discussão sobre o desaparecimento dos animais será interrompida pelo resultado dessa revisão.

"Nós desenvolvemos um caso forte, mas as discussões vão continuar. Eu acredito que isso é basicamente ciência e nunca podemos dizer nunca", afirmou.

Índice de raios ultravioleta fica extremo em 15 cidades do Brasil

23 de fevereiro de 2010

Por Folha Online

Os raios UV (ultravioleta) chegaram à condição extrema de radiação na manhã desta terça-feira em Brasília e em 14 capitais do país, segundo a Somar Meteorologia, marcando índice entre 11 e 14, numa escala cuja o máximo corresponde a 14. Para o período da tarde, mais capitais brasileiras podem alcançar marcação extrema, inclusive São Paulo.

Veja os índices ultravioleta registrados nas capitais do Brasil
Índice UV mede nível de radiação; saiba como se proteger

De acordo com o meteorologista Marcel Rocco, do Somar Meteorologia, a elevação do índice acontece devido a fatores como a estação do ano e a pouca nebulosidade, que causam a elevação do nível de raios solares que chegam à superfície da Terra. Além disso, ele aponta que essa é uma condição que se repetiu algumas vezes nas últimas semanas.

Para a médica Selma Cernea, coordenadora da Campanha de Prevenção ao Câncer de Pele, da Sociedade Brasileira de Dermatologia, o alto índice registrado de raios UV aumenta o risco de danos à pele, que podem variar de uma vermelhidão até o aparecimento de manchas, envelhecimento e câncer de pele, se a exposição for feita por tempo prolongado, regularmente.

Os locais com índices mais elevados, às 10h, eram Brasília, Aracaju, Belém, Belo Horizonte, Boa Vista, Fortaleza, João Pessoa, Macapá, Maceió, Natal, Palmas e Recife, com índice 14, seguidos por Rio de Janeiro e Vitória, com 13, e Porto Alegre, que tinham índice 11, considerado extremo.

De acordo com a escala, índices de 1 a 2 são considerados baixos; de três a cinco são apontados como moderados; seis e sete são altos; já entre oito e dez são considerados muito alto; enquanto os superiores a dez são apontados como extremos.

Na cidade de São Paulo, o índice era de 5 no horário, considerado moderado. Apesar disso, o Cptec (Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos), do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) apontava previsão de elevação do índice, podendo alcançar níveis extremos --de 11 a 14.

Para evitar problemas causados pelos raios ultravioletas as pessoas devem evitar exposição ao sol. Mas quando for necessário, devem usar protetor solar e roupas com cores claras, que refletem a radiação diminuindo o contato dela com a pele. Em casos de aparecimento de mancha na pele durante um tempo prolongado, a pessoa deve procurar um médico.

Cinco anos sem Dorothy Stang

7 de fevereiro de 2010


O Comitê Dorothy convida a todos para participar da Programação em Memória do Martírio de Irmã Dorothy Stang, assassinada em 12 de fevereiro de 2005, no município de Anapu – PA, por lutar em defesa da vida dos trabalhadores do campo, da floresta e da Amazônia, desafiando a fúria de madeireiros, fazendeiros e grileiros de terras dessa região.

Na programação serão realizas atividades religiosas, políticas e artísticas para denunciar a grave situação do conflito agrário, da impunidade diante da violação dos Direitos Humanos e da criminalização dos movimentos sociais em nosso Estado.



 
PROGRAMAÇÃO

VIGÍLIA MOVIMENTO XINGU VIVO

DATA: 04/02/2010

LOCAL: Concentração no CAN

HORA: 18h, seguindo caminhada até o IBAMA, na Av. Conselheiro Furtado, 1303

MISSA EM MEMÓRIA DA IRMÃ DOROTHY STANG

DATA: O7/02/2010

LOCAL: Paróquia Santa Ma. Gorethe

HORA: 18h.

MOSTRA DO DOCUMENTÁRIO “MATARAM IRMÃ DOROTHY”

DATA: 11/02/2010

LOCAL: Igreja de Confissão Luterana. Av. Visconde Inhaúma, 1557, próximo a Lomas Valentina

HORA: 19h.

DATA: 12/02/2010

LOCAL: Paróquia Nossa Senhora Rainha Paz. Rua Ajax de Oliveira, 50 - Bengui

HORA: 19h.

ATO PÚBLICO: CINCO ANOS SEM DOROTHY STANG

DATA: 12/02/2010

LOCAL: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO (ALM. BARROSO)

HORA: 8h.

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Fonte: Comitê Dorothy – Belém:

Mais informações: www.comitedorothy.blogspot.com

Nasa: 2009 foi ano mais quente já registrado no Hemisfério Sul

23 de janeiro de 2010

Reprodução do aquecimento global em Copenhague

A década passada foi a mais quente desde 1880

O ano de 2009 foi para o Hemisfério Sul o mais quente da história, segundo dados da agência espacial Nasa. Globalmente, o ano passado perdeu em temperatura apenas para 2005, considerado o ano mais quente desde que se tem registros do tipo no planeta.

Os dados da Nasa mostram que a temperatura no parte Sul do planeta foi, no ano passado, 0,4º C superior à temperatura mais antiga de que dispõem os cientistas. A partir dessa referência, em 2005 a temperatura global foi cerca de 0,7º C mais alta.

A agência informa ainda que a década passada (2000 a 2009) foi a mais quente desde 1880, quando foram desenvolvidos os primeiros equipamentos capazes de medir temperatura com precisão.

O diretor do Instituto Goddard de Estudos Espaciais da Nasa (GISS, na sigla em inglês), James Hansen, explicou entretanto que o dado mais relevante é a tendência de alta nas temperaturas ao longo das décadas.

"Há uma substancial variação ano a ano da temperatura global que é causada pelo ciclo tropical El Niño-La Niña. Quando medimos a temperatura média ao longo de cinco ou dez anos para minimizar essa variação, descobrimos que o aquecimento global continua inabalável", disse.

Aquecimento global

Os dados apontam para uma clara tendência de aquecimento no planeta. Desde 1880, a temperatura subiu 0,8º C no mundo. Somente nas últimas três décadas, a alta foi de 0,2 graus.

Os cientistas do GISS acreditam que o aumento da temperatura global é causada pela presença de gases causadores do efeito estufa, como gás carbônico, na atmosfera terrestre.

Mas o instituto enfatiza que variações na radiação solar, oscilações na temperatura do mar dos trópicos e fenômenos como El Niño e La Niña também afetam sensivelmente a temperatura da Terra.

Marcha Mundial pela Paz

15 de dezembro de 2009

CMA HIPHOP INFORMA

Salvador recebe a Marcha Mundial pela Paz e Não-Violência Acontece nesta quinta-feira (17), em Salvador, a Marcha Mundial Pela Paz e Não-Violência, com saída às 15h, do Campo Grande, uma parada na Praça da Piedade onde se realizar um Ato Político, seguindo para a Praça Municipal onde será o encerramento com um Ato Público e atividades culturais.

A Marcha contará com a presença da equipe internacional que percorre o mundo exigindo o desarmamento nuclear e o fim de todos os tipos de violência, organizações de movimentos sócias e grupos culturais, todos clamando pela Cultura da Paz e a Não-Violência. A Marcha traz à tona, com grande ênfase, o clamor pelo fim de todos os tipos de Violência: Pelo fim da violência policial, Pelo fim da violência econômica e a injustiça social, Pelo fim da violência contra jovens, mulheres e crianças, Pelo fim da intolerância religiosa, Pelo fim da discriminação e do preconceito racial, Pelo fim da violência contra os homossexuais, travestis e transexuais, Pelo fim da violência contra as pessoas vivendo com HIV/AIDS, Pelo fim da criminalização dos movimentos sociais, Pelo fim das guerras, Pelo desarmamento nuclear, Pelo fim da violência contra a pessoa idosa.

Marcha Mundial pela Paz e pela Não-Violência - É a maior mobilização da história, pelo fim das guerras, pelo desarmamento nuclear e pelo repúdio a todas as formas de violência. Os organizadores dessa campanha mundial (Mundo Sem Guerras e Sem Violência, organismo internacional do Movimento Humanista) conseguiram adesões dos mais diferentes setores e correntes do mundo. Além das adesões de personalidades do campo da ciência, religião, artes, política e chefes de Estado milhares de pessoas comuns e organizações estão realizando as mais criativas iniciativas para “Criar Consciência de paz e de Não-Violência Ativa”, (oficinas, festivais, passeatas, cinema, simpósios, etc.) em bairros, escolas e universidades.

SERVIÇO:

O quê? Marcha Mundial pela Paz e pela Não-Violência.
Quando? 17 de dezembro de 2009 (quinta-feira), a parti das 15h.
Onde? Com saída do Campo Grande em destino a Praça Municipal de Salvador.

MAIS INFORMAÇÕES: Comitê – Salvador/Bahia

Ademir Santos (71)9936.5046/ 9142.3132
Nilda (77) 8827.1724

Lourdes (11) 8159.2347

Tic Tac... Tic Tac...

10 de dezembro de 2009

Os contadores não param de girar

Valores aproximados baseados nas estatísticas conhecidas até o momento

Poodwaddle.com

SOURCES

These stats may be verified at the listed websites.

Brasil pode perder até R$ 3,6 trilhões com mudanças climáticas

25 de novembro de 2009

Alessandra Corrêa
Da BBC Brasil em São Paulo

http://img97.imageshack.us/img97/4366/aquecimentoglobal1.jpg

A economia brasileira poderá perder até R$ 3,6 trilhões nos próximos 40 anos em decorrência das mudanças climáticas, indica um estudo realizado por pesquisadores das principais instituições públicas e privadas do país.

Segundo o estudo Economia das Mudanças do Clima no Brasil, divulgado nesta quarta-feira, em 2050 o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro seria de entre R$ 15,3 trilhões e R$ 16 trilhões, caso não houvesse mudanças no clima.

Considerando-se o impacto das mudanças climáticas, esses montantes seriam reduzidos em entre 0,5% e 2,3%. Conforme o documento, as perdas ficariam entre R$ 719 bilhões e R$ 3,6 trilhões.

O estudo reuniu mais de 60 pesquisadores de 12 instituições e é inspirado no Relatório Stern, que fez uma análise econômica das mudanças climáticas em nível global.

Os autores abordam vários setores, como agricultura, energia, uso da terra e desmatamento, biodiversidade, recursos hídricos, zona costeira, migração e saúde.

Foram projetados dois cenários para o Brasil, que levaram em conta duas possíveis trajetórias do clima futuro desenvolvidas pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC).

Os pesquisadores afirmam que as trajetórias climáticas do IPCC são baseadas em hipóteses sobre o comportamento futuro da economia global. O estudo brasileiro tentou simular o comportamento futuro da economia brasileira com as mesmas hipóteses do IPCC para a economia global.

O cenário mais pessimista trabalha com a perspectiva de inação para conter as mudanças climáticas. O mais otimista leva em conta esforços de mitigação, que resultariam em ligeira melhora.

“Os dois cenários provam que é muito melhor antecipar essas mudanças, assumir políticas públicas de redução de emissões, que o setor produtivo se engaje na redução das emissões, que o Brasil reduza o desmatamento. Com tudo isso, estaremos reduzindo custos”, disse à BBC Brasil o coordenador do estudo, Jacques Marcovitch, professor da FEA/USP.

“Se demorarem a adotar essas ações, algumas condicionadas à negociação internacional, a tendência será de perda coletiva.”

Regiões vulneráveis

O documento indica que a Amazônia e o Nordeste seriam as regiões brasileiras mais vulneráveis às mudanças climáticas.

“Estima-se que as mudanças climáticas resultariam em redução de 40% da cobertura florestal na região sul-sudeste-leste da Amazônia, que será substituída pelo bioma savana”, diz o estudo.

No Nordeste, a redução de chuvas causaria perdas na agricultura e reduziria a capacidade de pastoreio de bovinos de corte.

Segundo o estudo, as modificações genéticas seriam alternativa para reduzir os impactos das mudanças climáticas na agricultura, o que exigiria investimentos em pesquisa da ordem de R$ 1 bilhão por ano.

No setor de energia, seria necessário instalar capacidade extra de geração, “de preferência com geração por gás natural, bagaço de cana e energia eólica”, com custo de entre US$ 51 bilhões e US$ 48 bilhões.

O documento estima ainda que as ações de gestão e políticas públicas na zona costeira somariam R$ 3,72 bilhões até 2050.

Além de analisar e quantificar os impactos das mudanças climáticas no desenvolvimento do país, também sugere ações para mitigar esses efeitos, como substituição de combustíveis fósseis e taxação de emissão de carbono, entre outras.

Os pesquisadores afirmam ainda que as políticas de proteção social devem ser reforçadas no Norte e no Nordeste, as regiões mais afetadas e também mais pobres do Brasil.

Também dizem que é possível associar metas ambiciosas de crescimento com redução de emissões e que é preciso garantir que a matriz energética brasileira se mantenha limpa e que o crescimento do PIB seja gerado também de forma limpa.

O estudo é divulgado a poucas semanas da Conferência da ONU sobre mudanças climáticas, que será realizada de 7 a 18 de dezembro, em Copenhague, na Dinamarca.

A reunião de Copenhague tem como objetivo fechar um novo acordo global sobre o clima para substituir o Protocolo de Kyoto, que expira em 2012.

"O Brasil já é reconhecido como um país que tem avançado na questão econômica e na questão social", diz o coordenador do estudo. "Agora, o que pode e deve fazer é completar esses dois reconhecimentos com um terceiro, pode ser líder nas políticas de desenvolvimento que incorporam a dimensão ambiental."

Ele ainda é presidente

27 de setembro de 2009

http://pndblog.typepad.com/photos/uncategorized/2008/09/23/cgiimage006.gif

O ex-presidente americano Bill Clinton está constantemente em campanha. Força do hábito, para quem nunca saiu do cenário político mundial. Por isso, na terça-feira, 22, o curto espaço que o separava da porta da limusine à uma entrada de serviço do Hotel Sheraton, na rua 52, em Manhattan, tomou-lhe 18 minutos cravados. Dedicou o tempo a um afã de apertos de mãos, fotos com admiradores e, até, a resposta à uma pergunta não muito simpática de CartaCapital. “Existem críticos que qualificam seu trabalho na Clinton Global Initiative como benemerência de uma oligarquia sem representação eleitoral. O que o senhor tem a dizer sobre isso?”. Sem deixar de sorrir, Clinton respondeu: “Dentro deste hotel estão cerca de 100 líderes mundiais- a maioria eleita democraticamente por seus conterâneos. E mesmo se estivessem ausentes, é preciso considerar que se aqueles que receberam votos não atuam para a melhoria da qualidade de vida de seus constituintes, alguém tem de tomar o seu lugar”, disse.

Esta pergunta e resposta remeteram a ponderações que Clinton faria mais tarde sobre dados apresentados pela presidente chilena, Michelle Bachelet. Ambos faziam parte do painel de abertura do evento patrocinado pela Clinton Global Initiative, entre os dias 22 e 25 passados. Ao saber que os chilenos têm cobertura de seguro saúde universal, o ex-presidente americano perguntou qual era a renda per capita dos cidadãos do país. Bachelet disse: “US$ 13.500”. Clinton, então, atacou: “Se eu fosse congressista americano, ficaria envergonhado com o fato do Chile poder assegurar todos os seus cidadãos, e eu não no meu país”.

http://wericampaign.files.wordpress.com/2009/03/clinton-global-initiative.jpg

A tirada foi um dos pontos mais comentados da abertura da conferência reunindo lideranças políticas, empresariais, ONGs, celebridades e instituições empenhadas na filantropia em áreas de desenvolvimento sustentável no mundo. Cada participante da Clinton Global Initiative se compromete a encontrar soluções para problemas e colocar em prática iniciativas práticas. Os esforços concentram-se em quatro tópicos abrangentes. Estas metas são: Energia e Mudanças Climáticas; Educação; Saúde Global; e Combate à Pobreza.

O tema principal desta conferência de 2009 foi “Elevação das condições de mulheres e meninas”, mas os outros assuntos também foram debatidos em painéis de convidados especiais. A arrecadação de fundos é, evidentemente, outro propósito fundamental da empreitada. Até este encontro, US$ 2.3 bilhões haviam sido amealhados. Espera-se que a caixa suba agora aos US$ 2.5 bilhões,

“Desde o lançamento da fundação, em setembro de 2005, cerca de 200 milhões de pessoas foram beneficiadas em todo o mundo”, diz Robert Harrison, executivo-chefe da instituição. “As iniciativas atingem 100 países e arregimentamos, até esta reunião, 1.400 participantes compromissados”, diz Harrison. Aqui, o vocábulo “compromisso” é considerado ao pé da letra: trata-se de substantivo. Quem não cumprir com as metas a que se obrigou, não é convidado para o próximo evento da CGI.

Neste encontro de 2009, temia-se que a turma de barrados no baile fosse aumentar muito, devido à recessão. Afinal, várias instituições de caridade perderam apoiadores e tiveram de fechar as portas. Mas Harrison assegura que o desastre está sendo evitado. “Compromissos assumidos para serem levados a cabo em três anos, vão agora necessitar de cinco anos. Os de cinco anos exigirão sete. Mas já sabemos que as iniciativas vão continuar, e estamos nestes dias recebendo mais adesões”, disse Harrison. Ele citou como exemplo, a primeira contribuição de empresa brasileira. O Grupo ABC, capitaneado por Nizan Guanaes começou a colaborar.

As questões principais discutidas na cúpula da CGI ecoavam àquelas manifestadas do outro lado de Manhattan, na abertura da Assembléia Geral das Nações Unidas. Concomitantes, os dois encontros foram marcados por preocupações com o esfriamento da economia global e o aquecimento climático. As esperanças de leste a oeste da cidade estavam voltadas para duas reuniões. A do G20, em Pittsburgh, com chefes de Estados e ministros da economia tentando acertar políticas multilaterais e engordar em definitivo o G8, grupo das oito países mais ricos. Também antecipava-se o que poderá ser decidido durante o encontro do Clima em Copenhague, em dezembro. O futuro das ações da ONU e da CGI, depende do que sair desses dois debates internacionais.

Talvez o melhor exemplo de tais preocupações estivesse materializado na figura do primeiro-ministro australiano, Kevin Rudd. Enquanto ele participava do evento, Sydney e outras cidades de seus país estavam mergulhadas numa núvem de poeira gigantesca, originada na seca excepcional deste ano na Austrália. O ex-vice-presidente americano, Al Gore, e 16 cientistas ganhadores do Prêmio Nobel, presentes na conferência, concordavam que a causa do fenômeno é o aquecimento Global. O ministro Rudd, porém, não se limitou apenas à questão da redução de emissões de carbono. Partiu também para a defesa da organização de uma nova ordem econômica mundial. “Não faz sentido uma instituição econômica- o G8- que exclui a China, Índia, Brasil e países muçulmanos, Com a chegada das economias emergentes, a balança do poder mudou”, disse Rudd à Carta Capital. Lembrou também que a ONU, com seus 192 membros, não é o forum mais eficiente para tomada de decisões rápidas, e o G20 estaria mais apto para enfrentar emergências.

O ex-Secretário Geral das Nações Unidas, Kofi Annan, encabeçando o painel sobre “A revolução verde na África”, foi além em suas expectativas. Insistiu que é necessário um acordo abrangente na Rodada de Doha. “De que adianta uma revolução agrícola africana se a produção resultante está barrada por tarifas impostas por países da Europa, Ásia e os Estados Unidos?”, disse Annan. Ele assegurou que os programas de crédito a pequenos e médios produtores, patrocinados por membros da CGI, estão sendo implantados dentro das metas estabelecidas e vão crescer ainda mais. Os resultados estão sendo colhidos em todo o continente. Mas é fundamental a abertura do mercado global.

O ator Matt Damon, participante da fundação com sua Water.Org, diz que os progressos econômicos na África e em outros continentes, vêm acompanhados de melhoria no saneamento básico e distribuição de água potável entre as populações. A ONG que ele encabeça trabalha junto com a CGI para levar, atualmente, estes benefícios a 200 mil pessoas. Mas Damon disse à CartaCapital que seu trabalho seria muito facilitado por um acordo na Rodada de Doha. “Um compromisso entre países nesse processo pode revolucionar não apenas o mercado global, mas também, e mais importante, trazer grandes avanços na manipulação sustentável da água e melhoria sanitária em todos continentes. Atualmente temos um bilhão de pessoas sem água, e dois bilhões sem saneamento”, disse.

Enquanto um acordo na Rodada de Doha não se concretiza, Bill Clinton faz seus acertos paralelos. O prestígio do ex-presidente voltou a patamares elevados. Tanto que na abertura do encontro o presidente Barack Obama- cuja agenda nestes dias é a mais carregada do mundo- fez discurso elogioso e bem humorado sobre a CGI. Na platéia, estavam cabeças coroadas, como a belíssima rainha jordaniana Rania Al-Abdullah, e até o ex-vice-presidente americano Al Gore, que mantinha relações estremecidas com Clinton, desde as eleições presidenciais de 2000. E é dele a melhor frase sobre a influência de Clinton: “Bill conseguiu trazer para estes encontros a eficiência que falta à Assembléia das Nações Unidas”.

Chamada para mobilização da Campanha "tictac"

26 de agosto de 2009

1439Dia de Ação pelo Clima: "100 dias para Copenhague"

Sábado, dia 29/8, em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, Salvador, Brasília e Manaus (e também na sua cidade!)

A Campanha Global de Ações pelo Clima (GCCA), mais conhecida como "Campanha TicTac",- está chamando todos os cidadãos e cidadãs para uma grande mobilização no próximo dia 29 de agosto. Mobilizações semelhantes ocorrerão por todo o planeta!!

Qual é o motivo? Faltarão 100 dias para o início da 15ª Conferência das
Partes da Convenção da ONU sobre Mudanças Climáticas CoP 15 em Copenhague, Dinamarca.

Qual é a mensagem? 100 dias para Copenhague: O tempo urge. Nossas lideranças governamentais devem trabalhar já para a CoP15, visando uma plataforma mínima. Veja ao final/anexo um resumo da estratégia e das mensagens da campanha TicTac.

O que vai acontecer? Em 8 capitais do país, serão inaugurados grandes relógios (totens com 3 metros de altura por 1,2 de largura) com um "painel TicTac" marcando a contagem regressiva para a CoP 15. Veja mais detalhes em nosso site.

Como participar? Convidamos todos e todas a se juntarem a esta iniciativa, nos eventos que ocorrerão em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, Salvador, Brasília e Manaus. Se a sua cidade não está entre estas, conte com nossa ajuda para apoiar ações que você possa promover e realizar como debates, reuniões, barulhaços, lançamento do abaixo assinado, performances, bicicletada, marchas etc. Fotos das reuniões serão postadas no site da TicTac, documentando a amplitude das iniciativas.

Contamos com o apoio das entidades parceiras da TicTac, mas precisamos da colaboração de todo mundo, para uma enorme mobilização nas ruas, e também para atividades específicas, tais como ajuda na negociação da autorização para instalação do relógio da tictac no melhor lugar da cidade, ajuda na manutenção do relógio, ajuda na coleta de assinaturas do abaixo-assinado, articulação com entidades locais, contatos com a imprensa local, documentação dos eventos, etc.

Serão disponibilizados e fornecidos "kits mobilização" pela TicTac com:

· Roteiro para eventos: um evento típico seria uma reunião de
cidadãos em local público, com leitura de um curto manifesto alinhado com a
plataforma mínima e distribuição de formulários para coleta do
abaixo-assinado.

· Formulário do abaixo-assinado da TitcTac, como parte da campanha
global.

· Arquivos para produção de material de divulgação da campanha
(modelos de banner, faixas, adesivos e outras peças para download no site da
TicTac.

· Envio de materiais simples, como folhetos e adesivos.

· Outros tipos de apoio que seu projeto requeira podem ser
estudados.



Organize-se e mande suas idéias e sugestões! Acesse nosso site e baixe seu
"kit evento".

Quem está organizando isso? A parte de comunicação e articulação política é feita pela coordenação da TicTac. Visite nosso site e saiba mais sobre a organização da campanha. O Greenpeace Brasil, entidade parceira da TicTac no Brasil e no mundo, está coordenando a produção das ações com os relógios. Para o dia 29 de agosto, tudo que diz respeito à produção e instalação será tratado diretamente com o Greenpeace, em cada local. Todos os demais assuntos, com a coordenação da TicTac.

Como entrar em contato? pessoas e entidades que queiram colaborar nesta iniciativa devem entrar em contato através de: apoio@tictactictac.org.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. e mobilizacao@tictactictac.org.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.


Saiba mais em www.tictacitctac.org.br

Fonte: PORTAL DO MEIO AMBIENTE

GRIPE SUÍNA


Epidemia de Despreparo
por Rogério Tuma

Com exceção da Europa, a mídia e os governos orientaram mal a população. A falta de preparo, o desconhecimento e a influência econômica interferem no discurso de autoridades sanitárias no mundo todo. Em vez de alertar a população, acabam por alarmá-la, provocando mais estragos que o próprio surto virótico.

A gripe suína é provocada por um tipo de vírus influenza, da mesma família que pode provocar a gripe comum e a aviária. Esta espécie é o mais frequente motivo de infecção de vias aéreas por vírus em humanos, porcos e aves, podendo causar desde um simples resfriado até uma grave pneumonia.

É provocada mais frequentemente pelo vírus influenza tipo A, subtipo H1N1. A infecção passa de um porco doente para outro por contato com secreções de espirros, gotículas de saliva e contato físico íntimo. Vez ou outra um desses vírus sofre mutação genética, o que permite a contaminação das vias aéreas de outros animais, principalmente humanos. Além de criá-los em cativeiro com pouco espaço, o que facilita a contaminação, somos muito parecidos geneticamente com os porcos. Muitos tecidos vivos utilizados na medicina para substituir os nossos provêm de porcos. Por conta dessa semelhança e proximidade, não é raro uma epidemia de gripe suína atingir humanos e vice-versa. Outro vírus que também pode provocar a gripe suína, o influenza A H3N2, é originário de gripes humanas.

No caso da influenza suína, a morbidade é muito alta. Traduzindo: depois de passar do porco para o humano, é muito fácil a transmissão de um homem para outro, mas a sua mortalidade é baixa, isto é, o risco de uma gripe se transformar em pneumonia letal é de 1% a 4 %. Esta característica é a que melhor difere a atual epidemia da gripe aviária, em que o vírus é muito mais estranho aos humanos e atingiu mortalidade de 20%.

O mundo todo, todo ano e o ano todo tem gripe. Algumas são mais graves, pois toda infecção viral provoca uma resposta do organismo infectado com a produção de anticorpos e inflamação. Algumas vezes, a reação é tão intensa que passa a ser perigosa por si só.

Isto é mais comum quando o vírus é muito mais estranho ao organismo que infecta e, portanto, muito mais antigênico. A cepa específica que provoca a epidemia no México tem pedaços de genes da influenza aviária, humana e suína. É a primeira vez que uma mutação tão complexa é identificada. Se o fenômeno se traduz em reação inflamatória mais intensa e maior risco de morte, ainda está por ser definido.

Quando estamos diante de uma epidemia, a melhor conduta é evitar o lugar onde ela começou e onde existem mais casos clínicos. É medida errada do governo não sugerir às pessoas deixarem de viajar para os lugares por turismo até que a situação esteja controlada. Todo o prejuízo das companhias de turismo e da economia local compensa ao se poupar uma vida que seja. Além disso, como as mudanças virais são muito rápidas, ninguém colocaria um familiar na região onde um vírus com alto poder de infecção está se espalhando. Mesmo que a chance de morrer em decorrência seja muito baixa, ela não é nula.

As epidemias ocorrem por erro dos países que não vacinam seus animais e não têm programa educativo ou de orientação para os criadores de porcos e aves. Em alguns lugares o porco doente é abatido e servido na mesa do criador.

É alarmante o desserviço prestado pelos governantes e autoridades ao comentar fatos com desconhecimento e falta de bom senso. O governo dos Estados Unidos, ainda expressando o pensamento de que o mundo pertence aos americanos, reclama publicamente que já tem problemas demais com o Afeganistão e a crise econômica, e os mexicanos lhes aparecem com uma epidemia. Já faz mais de três anos que aumentou a incidência de gripe suína nos EUA.

Produtores e exportadores de carne suína no Brasil querem trocar o nome da gripe para norte-americana ou mexicana, criticando o sobrenome suíno dado para a gripe, ideia tola e errônea. O país que mais levou a sério a pandemia de influenza em 1918 e deu liberdade à imprensa para informar sua população, acabou carregando o peso de nomeá-la, pois, apesar de o vírus ter se espalhado a partir dos Estados Unidos, a gripe que matou milhões virou espanhola.

A Europa parece muito mais preparada para adequar as respostas de governo a esse tipo de ameaça, pois seus dirigentes se reservam a anunciar reuniões com seus técnicos e as precauções são dadas pelos órgãos de saúde e com bom senso. Os Estados também não vacilaram. A comissária de Saúde da União Europeia, Androulla Vassilliou, recomendou claramente aos cidadãos que evitem viagens não essenciais às regiões onde há casos confirmados da doença.

Por aqui acontece o contrário. Não houve nenhuma recomendação aos viajantes brasileiros que visitariam os locais contaminados. Eu gostaria muito de poder utilizar uma cota de passagem dos congressistas e pagar uma viagem a Cancún para o diretor de jornalismo da rede de televisão que anunciava claramente não haver perigo em viajar para o México e para o presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, que fazia a mesma coisa nos dias iniciais da epidemia.

O mais ridículo foi o argumento: já que a pandemia está fora de controle, tanto faz o lugar do mundo para onde se vai viajar. Só falta agora o governo financiar as passagens em 24 vezes para que os brasileiros possam ver de perto os efeitos da gripe suína no México, ou da aviária na China. Ou, ainda, um tour pelo Saara, onde acaba de eclodir uma epidemia de meningite. Isso sem falar na dengue em nosso litoral.

Outra orientação errada é garantir que a gripe não passa pela carne de porco. É uma meia-verdade. O vírus pode estar presente na carne. Portanto, antes de ser ingerida, ela deve ser aquecida a pelo menos 70 graus.

A primeira morte ocorrida no México foi em 13 de abril, data também da ocorrência do primeiro caso americano. Até a quarta-feira 29, nove países confirmaram a presença de infectados com a gripe suína.

As chances de termos uma gripe igual à de 1918, que matou 40 milhões de pessoas, é muito menor. Não se pode negligenciar o avanço da ciência, muito menos a capacidade de nossa adaptação a situações adversas. Hoje podemos identificar se o vírus influenza está presente nas secreções de homens e animais doentes, com exames de sangue e secreções, em menos de 24 horas.

Existem antivirais que podem combater o H1N1 se o tratamento for iniciado até 48 horas do início dos sintomas: febre de 39 graus, dores de cabeça e no corpo, congestão nasal e tosse, em geral seca. Os antivirais foram deixados à disposição da Organização Mundial da Saúde. Mas não adianta nem precisa correr à farmácia para comprar o remédio. A Roche, que produz o Oseltamivir, doou 3 milhões de doses à OMS e deixou todo seu estoque no Brasil à disposição do Ministério da Saúde. A doutora Karina Fontao, diretora-médica do laboratório no Brasil, afirma ser possível produzir 400 milhões de doses em um ano.

O risco de ocorrer uma epidemia no Brasil não é baixo, por causa da intimidade que temos com o México. Precisamos estar alertas. Dos onze que foram internados por supostamente terem contraído a gripe suína, nenhum deles sequer preencheu os critérios de suspeita. Portanto, não precisamos nos alarmar. O que devemos fazer agora é ter bom senso e educação. Por exemplo, lavar as mãos e cobrir a boca ao tossir ou espirrar.

Gripe Suína (H1N1) e Meio Ambiente

14 de agosto de 2009

Por: Rui Iwersen, editor do Boletim virtual de GaiaFloripa – Núcleo Florianópolis de GAIA – Grupo de Ação e Informação Ambiental - Link aqui

Gripe Suína, Gripe Humana, Gripe Aviária, Influenza A (H1N1), Dengue, Febre Amarela, Doença de Chagas, AIDS e etc. A relação destas doenças e epidemias com a globalização social e com as alterações climáticas e ambientais globais são evidentes. A Dengue, por exemplo, já chegou na Argentina.

Os microorganismos, especialmente os vírus, são altamente mutantes e, portanto, adaptáveis a novos ecossistemas e a novas condições ambientais e climáticas. As alterações ambientais produzidas pelo Homem, destruindo ou transformando os habitats naturais de muitas espécies de microorganismos e de seus transmissores (como os mosquitos, barbeiros, ratos, aves e porcos, por exemplo), produziu, produz e produzirá novas espécies de vírus, bactérias e fungos, que podem ser patogênicas para aves, porcos, humanos e outras espécies animais ou vegetais.

Este fenômeno é compreensível. Afinal, “a humanidade está extinguindo uma espécie a cada 13 minutos”. No Antropoceno, era planetária dominada pelo Homem, o ser que sobrevive tenta viver. Para sobreviver ao Homem e com o Homem e seus animais e vegetais domesticados e confinados, os vírus sofrem mutações.

Atualmente, globalizada social, cultural e economicamente, a humanidade tem interesse em evitar toda e qualquer epidemia com possibilidade de globalização, o que caracterizaria uma pandemia. Hoje, vinte e nove países já têm cerca de 3.500 casos confirmados, inclusive o Brasil (6), e os EUA já têm mais casos confirmados (2254) que o México (1626). Felizmente, os EUA têm também menos mortes (2), o que parece indicar “casos mais leves”. Mas, o vírus Influenza A (H1N1) poderá sofrer novas mutações!

Na matéria Perigo! Gripe Suína, a revista Época de 4 de maio de 2009 faz um histórico da epidemia desde o século XX. Diz a revista em seu artigo: “Segundo a revista New Scientist, a pandemia era previsível. Desde 1998, quando uma gripe suína matou milhões de porcos nos Estados Unidos, o vírus H1N1 vem circulando pelo rebanho suíno americano. Um em cada 5 funcionários das fazendas de porcos no país apresenta reagentes para gripes suínas, diz a revista, sinal de que foi contaminado por uma forma branda de vírus. Da mesma forma, o vírus da gripe humana deve ter infectado porcos. E os corpos dos animais se tornaram um criadouro de novas versões do H1N1. Em 2004, o médico Richard Webby, do Hospital Infantil St. Jude, de Memphis, Tennessee, disse que ‘a rápida evolução do vírus suíno tem o potencial para a emergência de uma pandemia de gripe na América do Norte’. Foi o que aconteceu”. (Conteúdo extra em www.epoca.com.br)

No dia 25 de abril, em uma teleconferência, a chefe da Organização Mundial da Saúde, Margaret Chan, alertou os países membros que “os surtos de gripe suína no México e nos Estados Unidos têm o potencial para causar uma pandemia mundial, mas é cedo demais para afirmar se isso vai ocorrer. Ela tem potencial de pandemia porque está infectando pessoas”, disse ela. “A nova cepa de gripe – uma mistura de vírus das gripes suína, humana e aviária, que já matou pessoas, entre casos suspeitos no México, e infectou pessoas nos Estados Unidos – ainda é pouco compreendida e a situação está evoluindo rapidamente”. Na quarta-feira, dia 29, a Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que a pandemia já chegou ao nível 5 de alerta em uma escala até 6 criada pela OMS em 2005, pois já haviam casos da doença confirmados em grande parte na América do Norte e Europa, além de mortes no México e nos EUA. O nível 4 de alerta é quando constata-se que “o microorganismo é transmissível entre humanos e que a doença pode se espalhar”; o nível 5 significa que “O contágio atinge pelo menos duas regiões diferentes. A epidemia se alastra”; e o nível 6 é quando “a epidemia torna-se global, com contágio generalizado”.

Segundo a Enciclopédia virtual Wikipédia ( www.wikipedia.org ), a contaminação se dá da mesma forma que a gripe comum, por via aérea, contato direto com o infectado, ou indireto (através das mãos) com objetos contaminados. Não há contaminação pelo consumo de carne ou produtos suínos. Cozinhar a carne de porco a 70 graus Celsius destrói quaisquer microorganismos patogênicos. Não foram identificados animais (porcos) doentes no local da epidemia (México). Trata-se, possivelmente, de um vírus mutante, com material genético das gripes humana, aviária e suína.

Hoje, conhecido o agente etiológico da “Nova Gripe” (virus com material genético das gripes humana, aviária e suína) e registrados pela OMS cerca de 3.500 casos da Influenza A (H1N1) em 29 países de 3 continentes, sendo 6 casos confirmados no Brasil, publicamos um resumo do material esclarecedor e tranquilisador – Para Entender a Influenza: Perguntas e Respostas – publicado em seis de maio de 2009 pela Assessoria de Imprensa do Ministério da Saúde em seu site – Portal da Saude (www.saude.gov.br).

Fonte: Gianet .

Empresas europeias planejam megacentral solar no Sahara

19 de julho de 2009

solarpanel1.jpgUm consórcio de empresas de multinacionais – que reúne gigantes como Siemens, RWE, E.On e Deutsche Bank, entre outros – assinou nesta terça-feira uma carta de intenções para criar o maior projeto de energia solar do planeta: a Iniciativa Industrial Desertec.

O projeto prevê a construção de uma rede de usinas de produção de energia totalmente limpa no Deserto do Saara, no norte da África, e de redes transmissão de energia, capaz de fornecer pelo menos 15% da eletricidade consumida na Europa, além de dois terços da necessidade do norte africano e do Oriente Médio.

O Desertec foi orçado em US$ 577 bilhões e prevê a instalação de uma tecnologia solar de última geração, que utiliza espelhos para concentrar a luz do sol sobre torres de energia que produzem vapor, que por sua vez movimentam turbinas que produzem eletricidade.

O calor excedente produzido durante o dia pode ser armazenado em tanques especiais para manter a usina em funcionamento durante a noite ou em dias nublados.

A ideia de se aproveitar o sol do Saara vinha amadurecendo há décadas, mas só agora o avanço das tecnologias, tanto solar quanto de transmissão de eletricidade, teria viabilizado o investimento.

Mediterrâneo

A água necessária para criar o vapor que movimenta as turbinas sairia do Mar Mediterrâneo, que dessalinizada – com sal derretido sendo usado nas baterias para estocar calor –, poderia ainda ser reaproveitada em regiões desérticas.

Especialistas sugerem ainda que a sombra dos espelhos poderia ser usada para plantação de espécies que normalmente não sobreviveriam ao intenso calor do deserto.

Essa tecnologia, chamada Concentrando Energia Solar (CSP, na sigla em inglês) já é usada em usinas solares nos Estados Unidos e na Espanha.

A ideia, que surgiu na Alemanha, vem sendo defendida com vigor pelo próprio governo alemão e pela Comissão Europeia, embora ainda existam dúvidas sobre como os problemas políticos de um projeto verdadeiramente internacional como este seriam equacionados.

"O conceito de energia renovável está associado também ao de independência energética. Então, me pergunto por que deveríamos depender novamente de outros para o nosso fornecimento", disse à BBC o especialista alemão Wolfgang Palz, presidente europeu do Conselho Mundial de Energias Renováveis.

Outros acusam a iniciativa europeia de representar um suposto "colonialismo energético" – crítica prontamente rebatida por um dos diretores da Desertec, Michael Straub.

"Da nossa rede de 60 cientistas e especialistas em energias renováveis, a metade é da África e do Oriente Médio. A outra metade é de europeus", afirmou Straub, acrescentando que representantes dos países envolvidos participaram do projeto desde o início.

Fonte: BBC Brasil

 

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