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Plantando ideias inteligentes

3 de outubro de 2010



A prefeitura de Londres faz os preparativos para os jogos olímpicos de 2012 prometendo que estas serão as Olimpíadas e Paraolimpíadas mais sustentáveis da história. Os organizadores dizem que conseguirão isto com o estímulo à mudança de comportamento durante os jogos.

Entre outras medidas para atingir tal objetivo está uma ideia, no mínimo, inovadora e, por isso mesmo, simples. Como nunca ninguém havia pensado nisso? A prefeitura da cidade está incentivando a população a ocupar os terrenos disponíveis com hortas para produzir frutas, verduras e legumes locais, sazonais e orgânicos.

Para cultivá-los vale qualquer espaço: áreas de lazer de condomínios, terrenos baldios, pátios ferroviários e até os telhados planos de casas e prédios.

Com isso, além de resolver parte do problema com o abastecimento de alimentos durante as Olimpíadas, os ingleses esperam também absorver emissões de CO2 dos transportes e oferecer uma cidade mais amigável ao público que vai assistir aos jogos. Imagine como Londres - uma metrópole moderníssima - ficará bacana com ares de interior.

Aproveito a ideia para lançar outra: já pensou em ter sua própria horta dentro de casa? Você terá sempre à mão temperos, verduras, legumes, até frutas direto do quintal, da área de serviço, até mesmo da varanda do apartamento.

Qualquer cantinho serve, até mesmo em vasos de garrafas PET que podem ser pendurados na parede, como sugere a foto que ilustra este post. A iniciativa fará bem à saúde do seu corpo e da sua mente. Se uma megacidade inteira pode fazer, porque não você?

Veja como se tornar um "agricultor caseiro" nos links abaixo.

E divirta-se!

Horta em casa

Comidinhas direto da horta caseira

Livro ensina a cultivar hortas e jardins dentro de casa

Como ter uma horta dentro de casa

Foto - Dulla

Horta em casa

13 de março de 2010

Confira a programação dos cursos e aprenda a plantar suas próprias hortaliças

Por Lila de Oliveira da iG São Paulo

A Associação de Agricultura Orgânica de São Paulo promove amanhã (13), o curso “Horta Caseira Orgânica e Compostagem”, em que os alunos terão noções teóricas sobre o tema e acompanharão, passo a passo, a montagem de uma horta em vasos. Água, luz, adubação e associação de espécies estarão entre os assuntos abordados.

Foto: Getty Images

Aprenda a fazer uma horta em casa

Para participar é necessário levar um recipiente, que pode ser um vaso comum, um pote, uma lata ou uma garrafa pet. A aula acontece das 9 horas às 13 horas e custa R$ 50,00.

No mesmo dia, às 15 horas, a Biofert realiza um workshop gratuito na Leroy Merlin de Contagem, em Minas Gerais.

A palestrante será a gestora ambiental Josiane Oliveira, que falará sobre formas de aproveitar espaços reduzidos, como escolher o vaso, quais hortaliças podem ser plantadas, formas adequadas para plantio, controle de pragas e como fazer a colheita.


A aula será repetida no dia 27 de março. Em São Paulo, os workshops promovidos pela Biofert acontecerão nos dias 20 e 27 de março, na loja Leroy Merlin de Interlagos.

Outra opção no dia 27, na capital paulista, é o curso “Horta Caseira Orgânica”, que trará noções de compostagem, fisiologia das plantas, adubação, doenças e associação de espécies. A aula será ministrada das 9 horas às 14 horas pelo agrônomo Marcelo Noronha, na Sabor de Fazenda Ervas e Temperos. O custo é de R$ 125,00 e inclui apostila e lanche.

No Rio de Janeiro, a Sociedade Nacional de Agricultura está com vagas abertas para o curso “Horta em Pequenos Espaços”, previsto para 20 de março. O custo é R$ 125,00 e inclui material didático e certificado. A carga horária é de quatro horas.

Serviço

Associação de Agricultura Orgânica
Av. Francisco Matarazzo, 455, Água Branca – São Paulo (SP)
Tel: (11) 3875-2625

Biofert
Rua Joaquim Laranjo, 352 – Contagem (MG)
Tel: (31) 3333-6000

Leroy Merlin
Av. Babita Camargos, 1.920 – Contagem (MG)
Tel: (31) 3369-6565
Rua Domingas Galleteri Blotta, 315, Interlagos – São Paulo (SP)
Tel: (11) 5613-2551

Sabor de Fazenda Ervas e Temperos
Av.: Nadir Dias de Figueiredo, 395, Vila Maria – São Paulo (SP)
Tel: (11) 2631-4915

Sociedade Nacional de Agricultura
Av. Brasil, 9.727 – Rio de Janeiro (RJ)
Tel: (21) 3977-9979

Como Combater Formigas

30 de maio de 2008

Quando a população de formigas no jardim ou horta aumenta muito, chegando a prejudicar as plantas, é hora de agir. Das 12 espécies de formigas, conhecidas como cortadeiras, que habitam os jardins, 2 são encontradas com mais facilidade. A saúva e a quenquém. Para pequenas áreas, o melhor remédio é fazer o controle preventivo, com meios mecânicos, impedindo que as formigas cheguem até as folhas das plantas. Assim, elas procuram outras fontes de alimentos, o que não é difícil, já que de acordo com os agrônomos cerca de 77% dos vegetais são considerados adequados à dieta das cortadeiras.

Veja a seguir alguns métodos de controle de formigas:

O plantio de plantas repelentes: em hortas, principalmente, o plantio de cebolinha verde em todo o contorno, costuma ser bem eficaz. Outras opções interessantes também para os jardins são o plantio de menta, lavanda, manjerona, alho, coentro e losna. Sementes de gergelim espalhadas no canteiro ou no caminho das formigas também costuma dar bons resultados.


A imagem “http://www.cantoverde.org/images/formiga1.gif” contém erros e não pode ser exibida.

Foto 01: Espalhando sementes de gergelim.


Para evitar que as formigas ataquem os arbustos e árvores: recomenda-se o uso do suco de pimenta vermelha. Amasse bem algumas pimentas vermelhas, até fazer um suco grosso. Molhe um pano neste suco e amarre em volta do caule da planta ou pincele o tronco.


A imagem “http://www.cantoverde.org/images/formiga2.gif” contém erros e não pode ser exibida.

Foto 02: Saco de pano com pimenta vermelha.


A imagem “http://www.cantoverde.org/images/formiga5.gif” contém erros e não pode ser exibida.

Foto 03: Sinta plástica como barreira física.


E dentro de casa: o coentro e as pimentas em geral podem ser usados dentro de casa sob a forma de sachês amarrados às plantas.

Se você achou o formigueiro no jardim: coloque suco e cascas de limão na entrada do formigueiro.

E se elas também já estão atacando seus armários: espalhe cravos-da-índia dentro deles para espantar as formigas.


UMA RECEITA À
BASE DE ANGICO:

Pegue 1 kilo de folhas de
angico e deixe de molho
em 10 litros de água
durante 10 dias. Depois
coe o líquido e aplique
nos "olhos" dos
formigueiros
encontrados. Se sobrar o
produto, guarde-o em
vidros tampados, para
que possa ser
reutilizado, sempre que
elas resolverem voltar.

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PARA COMBATER
COCHONILHAS

5 litros de querosene
6 kg de farinha de trigo
1 kg de sabão comum
100 litros de água.
Dissolva o sabão em 3
litros de água quente.
Quando a água estiver
fervendo, e o sabão
dissolvido, adicione a
farinha Retire a panela
do fogo e despeje
lentamente o querosene,
agitando sempre.
Em seguida, coloque o
restante dos 100 litros
de água.
Com o preparado pronto,
borrifar a árvore, usando
pulverizador ou brocha
de caiação.

Amazônia - modelo sustentável de desenvolvimento

16 de maio de 2008

Por Edson Porto
Enviado especial da BBC
Brasil a Manaus (AM) e Santarém (PA)


É difícil encontrar na Amazônia quem defenda um modelo predatório de ocupação e desenvolvimento. De caboclos a fazendeiros, passando por multinacionais e políticos, o apoio à preservação e à idéia de desenvolvimento sustentável permeia quase todos os discursos.

Mas a região vive um grande descompasso entre discurso e ação. O desmatamento voltou a crescer nos últimos 12 meses, há conflitos fundiários sérios, muita violência e problemas ecológicos, sociais e econômicos com o crescimento dos agronegócios ou da exploração predatória da selva.

"A Amazônia precisa de um novo modelo de desenvolvimento", acredita Paulo Adario, diretor da Campanha Amazônia do Greenpeace Brasil. "Acho que ainda existe uma discussão falsa, em que se contrapõem desenvolvimento e preservação. A visão de que a floresta é uma barreira ao desenvolvimento é antiga, dos anos 70, e é falsa."

No entanto, a busca por um novo modelo de desenvolvimento ainda é embrionário e a maior parte do crescimento econômico da região amazônica (que é maior do que média nacional) continua baseado na expansão de atividades tradicionais, como a exploração de madeira, a mineração, a criação extensiva de gado e a agricultura.

"A grande questão é como fazer a floresta valer mais em pé do que cortada", resume Virgílio Viana, coordenador do Fundo Amazônia Sustentável (FAS), uma ONG criada para gerenciar o Bolsa Floresta, um programa de transferência de renda a famílias e comunidades que protegem a mata em áreas de preservação.

Idéias

Segundo especialistas, existe um ciclo bem estabelecido de exploração econômica na Amazônia. O primeiro passo em geral é a exploração da madeira.

A segunda fase depende da capacidade do produtor. No caso de agricultores de menor porte, essa fase é a de exploração do solo para o plantio. Quando esse solo se esgota, em geral por causa da falta do uso de tecnologia agrícola, entra o gado.

Há locais em que o gado pode ser substituído pela agricultura industrializada, como tem acontecido em áreas de soja no Pará, onde fazendeiros de maior porte e com mais capital limpam as pastagens para transformá-las em plantações mecanizadas.

Para romper esse ciclo vicioso, há muitas propostas na região, a maioria ainda no nascedouro. Um exemplo é o Bolsa Floresta. O programa criado pelo governo do Amazonas prevê o pagamento de R$ 50 como compensação para famílias que vivem em áreas de reservas estaduais e não desmatem. O plano também prevê ajuda às comunidades na criação de alternativas de renda e infra-estrutura social.

O plano, porém, é recente e esbarra na falta de documentação da população local. "Um dos problemas é que a pessoa precisa ter CPF para se inscrever, e o plano está andando devagar já que muita gente não tem", diz o governador do Estado, Eduardo Braga.

Na opinião de Everaldo de Souza Martins Filho, secretário de Planejamento de Santarém, no Pará, é preciso encontrar um equilíbrio entre fortalecer a agricultura familiar e explorar de forma sustentável as áreas que já estão alteradas.

Desmatamento começa na pecuária e pode envolver outras atividades

"Apenas no município de Santarém temos um enorme área que já foi mexida, mas que não é explorada. Podemos aumentar muito a nossa produção agrícola sem cortar mais nada", ele diz.

Representantes do Sindicato dos Produtores Rurais da cidade defendem a mesma coisa. Eles afirmam que o município de 2,5 milhões de hectares tem cerca de 600 mil já sem floresta (alguns estimam que esse número seja menor, cerca de 400 mil hectares).

"Dessa área, só usamos para plantação e gado 200 mil hectares", afirma João Clóvis Duarte, vice-presidente do Sindicato. O restante está abandonado.

Segundo Adario, do Greenpeace, o problema é que usar e recuperar áreas abertas que já foram exauridas pela agricultura intensiva pode ser até 6,5 vezes mais caro do que abrir novas áreas.

Barreiras

A lista de receitas e idéias sobre o que pode ser feito na região é longa. ONGs e governos locais defendem desde a exploração sustentável da madeira até o desenvolvimento de produtos de alto valor agregado a partir de plantas e árvores amazônicas. No entanto, além do aumento das áreas de preservação e do desenvolvimento de alguns projetos pontuais, vê-se pouca mudança.

A incipiência das alternativas econômicas tem várias explicações. Na visão do ministro de Assuntos Estratégicos da Presidência, Roberto Mangabeira Unger, existem três problemas básicos que impedem a criação de uma nova dinâmica econômica na região.

"A primeira é a questão da propriedade da terra, já que falta a definição de quem são os proprietários. A segunda é a falta de um zoneamento ecológico e econômico da Amazônia. E a terceira é ausência de um regime regulatório e fiscal que garanta que a floresta em pé valha mais do que a floresta cortada", diz Unger.

Como coordenador do Plano Amazônia Sustentável (PAS), um projeto para desenvolver a região de forma equilibrada, ele diz que está buscando soluções no curto prazo para resolver esses problemas e poder implementar projetos que ajudem a região a se desenvolver.

O desafio poderá ser maior do que o ministro está antecipando. Em Santarém há agricultores com terras de mil hectares que estão esperando há 15 anos pela regularização de suas propriedades. Na Amazônia, os projetos e as políticas de mudança têm sempre sido muito mais lentos do que as motosserras.
 

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