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Cinco anos sem Dorothy Stang

7 de fevereiro de 2010


O Comitê Dorothy convida a todos para participar da Programação em Memória do Martírio de Irmã Dorothy Stang, assassinada em 12 de fevereiro de 2005, no município de Anapu – PA, por lutar em defesa da vida dos trabalhadores do campo, da floresta e da Amazônia, desafiando a fúria de madeireiros, fazendeiros e grileiros de terras dessa região.

Na programação serão realizas atividades religiosas, políticas e artísticas para denunciar a grave situação do conflito agrário, da impunidade diante da violação dos Direitos Humanos e da criminalização dos movimentos sociais em nosso Estado.



 
PROGRAMAÇÃO

VIGÍLIA MOVIMENTO XINGU VIVO

DATA: 04/02/2010

LOCAL: Concentração no CAN

HORA: 18h, seguindo caminhada até o IBAMA, na Av. Conselheiro Furtado, 1303

MISSA EM MEMÓRIA DA IRMÃ DOROTHY STANG

DATA: O7/02/2010

LOCAL: Paróquia Santa Ma. Gorethe

HORA: 18h.

MOSTRA DO DOCUMENTÁRIO “MATARAM IRMÃ DOROTHY”

DATA: 11/02/2010

LOCAL: Igreja de Confissão Luterana. Av. Visconde Inhaúma, 1557, próximo a Lomas Valentina

HORA: 19h.

DATA: 12/02/2010

LOCAL: Paróquia Nossa Senhora Rainha Paz. Rua Ajax de Oliveira, 50 - Bengui

HORA: 19h.

ATO PÚBLICO: CINCO ANOS SEM DOROTHY STANG

DATA: 12/02/2010

LOCAL: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO (ALM. BARROSO)

HORA: 8h.

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Fonte: Comitê Dorothy – Belém:

Mais informações: www.comitedorothy.blogspot.com

Aquecimento global pode afetar Brasil até 20% mais que a média, diz Inpe

23 de janeiro de 2010

Por Eric Brücher Camara
Enviado especial da BBC Brasil a Copenhague

Um aumento de até 4 graus pode causar o desaparecimento da Amazônia

O aquecimento global no Brasil pode ter efeitos 20% maiores que a média global até o fim do século, com grandes impactos sobre os índices pluviométricos do país, de acordo com um novo estudo do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), lançado durante a reunião das Nações Unidas sobre o clima, em Copenhague.

Em parceria com o Met Office Hadley Centre, da Grã-Bretanha, cientistas fizeram projeções dos efeitos dos gases que provocam o efeito estufa no país usando diferentes modelos.

As consequências econômicas para o país são potencialmente desastrosas, já que uma redução no regime de chuvas do Brasil teria efeitos diretos sobre a produção de energia elétrica – 70% da qual é gerada por hidrelétricas.

Além disso, as pesquisas do Inpe e do Hadley Centre alertam para os riscos do desmatamento que também colabora para deixar o clima mais quente e seco.

Chuva

Se mais de 40% da extensão original da floresta amazônica for desmatada, isto pode significar a diminuição drástica da chuva na Amazônia Oriental.

Segundo os pesquisadores, 40% de desmatamento ou um aquecimento global entre 3°C e 4°C representariam o ‘tipping point’, ou seja, o ponto a partir do qual parte da floresta corre o risco de começar a desaparecer.

Com apenas 2ºC a mais no termômetro, a bacia amazônica perderia 12% do volume de chuvas e a bacia do São Francisco, 15%.

Na bacia do Prata, por outro lado, os cientistas prevêem um aumento nos índices pluviométricos de 2%.

São Francisco

Nas previsões mais extremas, com um acréscimo de temperatura de 6,6%, as chuvas na Amazônia e na região do São Francisco poderiam cair 40% e 47%, respectivamente, literalmente transformando essas regiões.

Os pesquisadores ainda fizeram uma versão intermediária dos impactos do aquecimento, levando em conta um acréscimo de 5,3ºC. Nesta, a bacia do São Francisco perderia 37% das suas precipitações, enquanto a região amazônica teria 31% a menos de chuvas.

Mesmo a hipótese menos drástica, de um aquecimento de 2ºC, ameaçaria o futuro do rio São Francisco, que já terá o seu volume d’água bastante afetado pelas obras de transposição.

O modelo climático global do Hadley Centre é faz projeções de alterações do clima em todo o mundo.

Já o modelo climático regional do Inpe se concentra no Brasil e avalia o impacto de níveis diferentes de aquecimento global.

Desde a década de 80, o Inpe vem aplicando modelos climáticos globais como ferramenta para estudar os impactos do desmatamento na Amazônia sobre o clima.

Clima faz vegetação da Amazônia subir os Andes

23 de dezembro de 2009

Cientistas afirmam que há um limite natural para a expansão Andes acima. As mudanças climáticas parecem estar levando árvores típicas da Floresta Amazônica e doenças antes limitadas a regiões mais baixas a subir as encostas dos Andes, no sudeste do Peru.

As plantas sobem a uma taxa média de 25 metros por década de acordo com uma pesquisa da universidade britânica de Oxford, coordenada pelo professor Yadvinder Malhi, diretor do Centro de Florestas Tropicais.

Ao mesmo tempo, algumas autoridades sanitárias peruanas afirmam ter constatado um aumento no número de casos de malária, dengue e bartonellose em altitudes em que as doenças não eram comuns, e a taxa de mortalidade das doenças nestas "novas" áreas é de 30%.

Entre as plantas, 37 das 115 espécies de vegetação amazônica identificadas na região estão subindo ainda mais rapidamente, a uma taxa de 3,78 metros por ano. "A Amazônia está se aquecendo rapidamente, e para garantir a sua sobrevivência, algumas espécies já começaram a migrar para cima", disse Malhi à BBC.

Na altitude

A área estudada fica entre a floresta amazônica próxima a Puerto Maldonado, no Peru, e os bosques a cerca de 3,45 mil metros de altitude, nos arredores da reserva biológica de Wayquecha.

Os estudiosos realizaram um levantamento inicial em 2003, repetindo-o em 2007.

"A Cyathea, uma árvore de samambaia, é o gênero que mais migrou, mas outros também migraram, como o Hedyosmum, Clethra, Clusia, Schlefflera, Miconia e Virola", disse a pesquisadora Natividad Rauran Quisiyupanqui, que integra a equipe no Peru.

A migração também teria afetado mosquitos portadores de doenças. O médico Manuel Montoya, chefe do Serviço de Doenças Infecciosas do Hospital Regional de Cuzco, a mais de 3,3 mil metros de altitude no Peru, não tem dúvidas de que há uma relação com a mudança climática.

"Começamos a notar essas mudanças com mais força a partir de 98, com o fenômeno do El Niño. A partir de então, começamos a ver uma espécie de ruptura e uma mudança ecológica nas enfermidades", afirmou.

No entanto, há também vários estudos que questionam uma relação direta entre mudança climática e distribuição geográfica de doenças. Para a especialista em Epidemiologia Ambiental da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, Sari Kovats, faltam provam científicas que indiquem uma maior incidência de doenças tropicais nos Andes provocadas por um aumento de temperaturas.

Escalada lenta

No caso das plantas, a relação parece ser direta, mas os cientistas descobriram que a velocidade de migração das plantas não acompanha as estimativas de aquecimento, que variam entre conservadores 2ºC nos próximos cem anos a até 4ºC ou 5ºC.

"As árvores estão avançando em média 25 metros por década. É um passo largo, mas se fosse manter o ritmo das mudanças climáticas, a velocidade deveria dobrar", afirmou Malhi.

Amazônia

Doenças como malária das regiões mais baixas apareceram na altitude. Além disso, a estratégia de migração não é tão eficiente para todos os gêneros e espécies. Ela depende de como as sementes são dispersadas. Aquelas dispersadas por aves ou pelo vento podem chegar mais longe, mas as que dependem de animais podem correr mais riscos.

Para os cientistas, no entanto, um dos principais obstáculos é o fator humano. Para que as plantas possam, seria necessário um corredor natural para que elas se dispersassem.

De acordo com o estudioso Timothy J. Killeen, entretanto, aos pés dos Andes "há petróleo, biocombustíveis, pessoas com fome em busca de terras para cultivar, além de homens ambiciosos que querem se encher de dinheiro com o ouro depositado durante milhões de anos nos sedimentos aluviais da Amazônia".

'Fim de espécies'

Killeen é o autor do livro A Perfect Storm in the Amazon Wilderness (Uma Tempestade Perfeita na Amazônia Selvagem, em tradução livre), que debate as mudanças que ameaçam a biodiversidade na região amazônica.

Mas, na opinião dos cientistas, mesmo que se possa "auxiliar" na migração das espécies Andes acima, existem limites naturais para tal migração.

Ou seja, independentemente do que possa ser feito "as comunidades de plantas como as conhecemos hoje não existirão no futuro. Serão destruídas e veremos novas comunidades como resultado da adaptação de cada espécie", afirmou Malhi.

Enquanto plantas, mosquitos e doenças parecem estar subindo os Andes, todo ano, milhares de pessoas descem na estação seca rumo à Amazônia peruana.

O destino final de diversas delas é o garimpo. A atividade muitas vezes visa garantir o sustento de famílias acuadas pela falta de oportunidades em cidades mais altas, como Puno, Cuzco e Arequipa, mas é uma das principais causa dos desmatamento na região.

O desmatamento na Amazônia é tido como uma das principais causas do aquecimento global, que, por sua vez, estaria levando a vegetação e as doenças Andes acima.

Garimpo

Garimpeiros descem das regiões mais altas e pobres rumo à floresta

Garimpo

Para explorar o ouro, os garimpeiros dragam trechos de lagos e rios, revolvendo e destruindo o solo de praias e florestas. No passo seguinte, ao separar o ouro da areia, eles usam mercúrio, que por sua vez contamina o solo, a água e a atmosfera.

"O problema está crescendo de forma exponencial, porque não tem havido controle do Estado", afirmou Carlos Nieto, chefe da Reserva Nacional de Tambopata, um parque nacional próximo as áreas de garimpo.

Organizações não-governamentais que trabalham em Puerto Maldonado, a capital da região, afirmam que cerca de 30mil pessoas trabalham informalmente no garimpo.

O Ministério do Meio Ambiente admite que das 2,8 mil concessões de exploração existentes na região, apenas 16 apresentaram estudos de impacto ambiental. Na tentativa de brecar este crescimento desordenado, os ministérios do Meio Ambiente e das Minas e Energia suspenderam a concessão de licenças por dois anos.

O próprio ministro do Meio Ambiente, Antonio Brack, classificou a atividade mineradora informal de "câncer" reconheceu que "é um dos maiores problemas ambientais do país".

Imazon detecta aceleração da devastação nas margens da Cuiabá-Santarém

31 de julho de 2009

Local é o “epicentro do desmatamento”, diz pesquisador. Em junho, ONG mediu 150 km² de florestas derrubadas na Amazônia.

Por Iberê Thenório

Do Globo Amazônia, em São Paulo

Em poucos meses, uma área de floresta equivalente a 60 vezes o Parque do Ibirapuera, em São Paulo, foi destruída nas margens da rodovia BR-163, que liga Cuiabá (MT) a Santarém (PA). Segundo relatório divulgado nesta sexta-feira (30) pelo Imazon (Instituto do Homem e meio Ambiente da Amazônia), apenas três municípios paraenses, próximos a essa estrada, concentraram 95,1 km² de florestas derrubadas.

Aprenda a vigiar o desmatamento usando o mapa do Globo Amazônia .

Os números fazem parte do estudo mensal sobre desmatamento publicado pela ONG. Segundo o Imazon, em junho a floresta amazônica perdeu 150 km². O número representa queda de 75% em relação a junho de 2008, quando o desmatamento somou 612 quilômetros quadrados. Quando comparado com os últimos 11 meses, o número apresenta queda de 74%. De agosto de 2008 a junho de 2009, o desmatamento acumulado foi de 1.234 km², contra 4.755 km² no período anterior.

Foto: Imazon/Divulgação

Pontos vermelhos mostram o desmatamento detectado no mês de junho. Em azul estão os focos de degradação florestal – quando a mata sofreu danos, mas não foi completamente derrubada. A região da BR-163 está no centro do mapa, no sul do Pará. (Foto: Imazon/Divulgação)

Na medição de junho, o estado que apresentou maior devastação foi o Pará (121 km²), seguido de Mato Grosso (11 km²), Rondônia (11 km²), Amazonas (5 km²), Tocantins (2 km²) e Acre (0,3 km²). No Amapá não foi detectado desmatamento, enquanto a porção maranhense pertencente à Amazônia Legal não foi analisada pela ONG. A cobertura de nuvens prejudicou a visibilidade dos satélites, pois cobriu 58% de toda a região.

Estrada da destruição

Os municípios de Novo Progresso, Altamira e Itaituba, no Sul do Pará, ficaram no topo da lista de devastação. O desmatamento nesses locais seguiu a rota de BR-163, e invadiu a Floresta Nacional de Jamanxim, que perdeu 18,8 km² de matas na medição realizada em junho.

Para o pesquisador Adalberto Veríssimo, um dos responsáveis pelo levantamento, esse local é hoje o epicentro do desmatamento da Amazônia. “Há uma corrida muito forte de especulação de terras naquela região, e a maneira de legitimar posses é desmatando”, afirma.

Segundo o cientista do Imazon, os desmatadores da Floresta de Jamanxim têm esperanças de que o governo cancele parte da reserva, assim como foi feito em Rondônia, onde parte da Floresta Nacional do Bom Futuro foi trocada por uma reserva estadual, beneficiando invasores.

Queda do desmatamento

Veríssimo endossa as declarações do Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, de que o desmatamento entre agosto de 2008 e julho de 2009 será o menor já identificado nos últimos 20 anos, pois as últimas medições do Imazon indicam uma queda muito forte no ritmo de destruição.

O pesquisador alerta, contudo, que no final deste ano o desmatamento pode subir novamente. O crescimento da economia, somado a um verão seco, podem estimular o corte das árvores. Além disso, Veríssimo aponta a proximidade das eleições como um dos fatores que aumentam a devastação “Infelizmente, a floresta é barganhada”, afirma.

Se você vive ou viajou para a Amazônia e tem denúncias ou ideias para melhorar a proteção da floresta, entre em contato com o Globo Amazônia pelo e-mail globoamazonia@globo.com . Não se esqueça de colocar seu nome, e-mail, telefone e, se possível fotos ou vídeos.


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A FARRA DO BOI NA AMAZÔNIA

19 de junho de 2009

Um relatório sobre as atividades de pecuaristas na área da Amazônia legal foi lançado pelo GREENPEACE, e vem trazendo resultados concretos no âmbito empresarial... Ações que pontuem de forma clara e objetiva a dinâmica de diversas cadeias produtivas existentes na região amazônica representam uma ferramenta importante de decisão estratégica nas empresas. Hoje permanecer indiferente à mudança de paradigma do consumidor é negar o inevitável.

Permanecerá em pé aquele que olhar sua atuação empresarial com responsabilidade social e ambiental. Leiam e verifiquem o relatório do GREENPEACE.

"O lançamento do relatório "A Farra do Boi na Amazônia" teve repercussão nos jornais do Brasil e do mundo. Depois da declaração de que o gado de frigoríficos como Bertin e JBS pasta em áreas de floresta amazônica devastada, muita coisa aconteceu!

Wall Mart, Carrefour e Pão de Açúcar, declararam que não comprarão mais carne e marcas como Timberland, Adidas, Nike, Reebok, Hugo Boss, Gucci e Prada, exigiram garantias sobre o couro dos frigoríficos envolvidos no relatório do Greenpeace.

O Banco Mundial, também declarou a recisão do contrato de empréstimo de U$ 90 milhões com a Bertin até que a empresa resolva respeitar o meio ambiente e a nossa floresta.

A Amazônia precisa da sua ajuda. Junte-se ao Greenpeace!

Um grande abraço,

Greenpeace"

Floresta vale mais em pé do que devastada, diz Mangabeira Unger

14 de outubro de 2008

Por Ivy Farias, da Agência Brasil

São Paulo - O ministro de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, disse nessa segunda-feira (13) que o valor da floresta Amazônica está na sua existência. "A Amazônia vale mais em pé do que derrubada", afirmou durante apresentação do Prêmio Eco, na Câmara Americana de Comércio (Amcham), em São Paulo. "A Amazônia é um lugar privilegiado e de vanguarda, que precisa ser preservada", acrescentou o ministro.

Segundo Mangabeira, o primeiro passo para parar o desmatamento é uma reforma no que se refere às leis. "É preciso simplificar as leis e os procedimentos não só para as grandes indústrias, como também para os pequenos e médios produtores", defendeu.

O ministro disse que serão os pequenos e médios produtores os maiores responsáveis pela preservação da floresta. "Eles formarão um cinturão protetor. Nós os ajudaremos com a criação de atividades técnicas e um mecanismo para remuneração e, em troca, eles cuidarão e prestarão contas da Amazônia", disse.

Para Mangabeira, o Plano da Amazônia Sustentável (PAS) contará com o apoio do Exército e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Lula está entusiasmado com o projeto. O Exército será um grande parceiro para pôr os planos em prática pois é um interlocutor constante da Amazônia", completou.

Ainda sem data definida para começar, o PAS, segundo Mangabeira, é uma combinação de estrutura e impacto imediato. "Proponho ações que que podem começar a funcionar agora e durarão para sempre", disse.

(Envolverde/Agência Brasil)

As taxas de desmatamento de abril na Amazônia

29 de maio de 2008

O martelo foi batido. O Inpe divulga as taxas de desmatamento de abril na Amazônia na segunda-feira. Junto com a numeralha, virá um relatório explicando em detalhes os dados obtidos através das análises das imagens obtidas pelo satélite que trabalha para o sistema Deter.

E tem mais...

Na quinta seguinte, será a vez do Imazon soltar os dados de seu Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) para o mês de abril. Desta vez, o SAD que vem monitorando mês a mês a saúde da floresta no Mato Grosso e Pará, trará uma novidade. Pela primeira vez, coletará informações sobre o desmatamento em todos os estados da Amazônia.

Mapa Desmatamento Mato Grosso
->Mapa de desmatamento

Fontes: O Eco e mundogeo


Feed - O que é Isso

20 de maio de 2008

Imagine que você gosta de várias revistas e livros e geralmente para adquirir estas publicações, você precisa ir a várias bancas especializadas para poder adquirir o que você quer. Agora imagine o comodismo que seria, se todas essas bancas tivessem um serviço de avisar quando cada revista que te interessa chega e ainda, levá-las até a sua casa sem você ter que ligar pedindo? Essa é grande a vantagem na utilização dos feeds.

Feed em inglês (no sentido que nos interessa) significa “alimentador”. Os sites que disponibilizam algum tipo de Feed, comumente chamado pelo nome do formato ou por um apelido de XML, RSS, Syndication, Feeds ou Atom, permite você adicionar (alimentar) o link de um ou mais feeds de um ou vários sites em um mesmo “agregador de feeds”, que é um programa que administra todos os sites agregados.

Se você quer saber quais notícias pintam por aqui, instale um leitor de Feed http://www.feedreader.com/ e agrege o feed do blog ao programa, endereço: http://feeds.feedburner.com/365Atos ou use os leitores de Feed, hoje agregados aos novos navegadores Internet Explorer 7 e Firefox 2.

Amazônia - modelo sustentável de desenvolvimento

16 de maio de 2008

Por Edson Porto
Enviado especial da BBC
Brasil a Manaus (AM) e Santarém (PA)


É difícil encontrar na Amazônia quem defenda um modelo predatório de ocupação e desenvolvimento. De caboclos a fazendeiros, passando por multinacionais e políticos, o apoio à preservação e à idéia de desenvolvimento sustentável permeia quase todos os discursos.

Mas a região vive um grande descompasso entre discurso e ação. O desmatamento voltou a crescer nos últimos 12 meses, há conflitos fundiários sérios, muita violência e problemas ecológicos, sociais e econômicos com o crescimento dos agronegócios ou da exploração predatória da selva.

"A Amazônia precisa de um novo modelo de desenvolvimento", acredita Paulo Adario, diretor da Campanha Amazônia do Greenpeace Brasil. "Acho que ainda existe uma discussão falsa, em que se contrapõem desenvolvimento e preservação. A visão de que a floresta é uma barreira ao desenvolvimento é antiga, dos anos 70, e é falsa."

No entanto, a busca por um novo modelo de desenvolvimento ainda é embrionário e a maior parte do crescimento econômico da região amazônica (que é maior do que média nacional) continua baseado na expansão de atividades tradicionais, como a exploração de madeira, a mineração, a criação extensiva de gado e a agricultura.

"A grande questão é como fazer a floresta valer mais em pé do que cortada", resume Virgílio Viana, coordenador do Fundo Amazônia Sustentável (FAS), uma ONG criada para gerenciar o Bolsa Floresta, um programa de transferência de renda a famílias e comunidades que protegem a mata em áreas de preservação.

Idéias

Segundo especialistas, existe um ciclo bem estabelecido de exploração econômica na Amazônia. O primeiro passo em geral é a exploração da madeira.

A segunda fase depende da capacidade do produtor. No caso de agricultores de menor porte, essa fase é a de exploração do solo para o plantio. Quando esse solo se esgota, em geral por causa da falta do uso de tecnologia agrícola, entra o gado.

Há locais em que o gado pode ser substituído pela agricultura industrializada, como tem acontecido em áreas de soja no Pará, onde fazendeiros de maior porte e com mais capital limpam as pastagens para transformá-las em plantações mecanizadas.

Para romper esse ciclo vicioso, há muitas propostas na região, a maioria ainda no nascedouro. Um exemplo é o Bolsa Floresta. O programa criado pelo governo do Amazonas prevê o pagamento de R$ 50 como compensação para famílias que vivem em áreas de reservas estaduais e não desmatem. O plano também prevê ajuda às comunidades na criação de alternativas de renda e infra-estrutura social.

O plano, porém, é recente e esbarra na falta de documentação da população local. "Um dos problemas é que a pessoa precisa ter CPF para se inscrever, e o plano está andando devagar já que muita gente não tem", diz o governador do Estado, Eduardo Braga.

Na opinião de Everaldo de Souza Martins Filho, secretário de Planejamento de Santarém, no Pará, é preciso encontrar um equilíbrio entre fortalecer a agricultura familiar e explorar de forma sustentável as áreas que já estão alteradas.

Desmatamento começa na pecuária e pode envolver outras atividades

"Apenas no município de Santarém temos um enorme área que já foi mexida, mas que não é explorada. Podemos aumentar muito a nossa produção agrícola sem cortar mais nada", ele diz.

Representantes do Sindicato dos Produtores Rurais da cidade defendem a mesma coisa. Eles afirmam que o município de 2,5 milhões de hectares tem cerca de 600 mil já sem floresta (alguns estimam que esse número seja menor, cerca de 400 mil hectares).

"Dessa área, só usamos para plantação e gado 200 mil hectares", afirma João Clóvis Duarte, vice-presidente do Sindicato. O restante está abandonado.

Segundo Adario, do Greenpeace, o problema é que usar e recuperar áreas abertas que já foram exauridas pela agricultura intensiva pode ser até 6,5 vezes mais caro do que abrir novas áreas.

Barreiras

A lista de receitas e idéias sobre o que pode ser feito na região é longa. ONGs e governos locais defendem desde a exploração sustentável da madeira até o desenvolvimento de produtos de alto valor agregado a partir de plantas e árvores amazônicas. No entanto, além do aumento das áreas de preservação e do desenvolvimento de alguns projetos pontuais, vê-se pouca mudança.

A incipiência das alternativas econômicas tem várias explicações. Na visão do ministro de Assuntos Estratégicos da Presidência, Roberto Mangabeira Unger, existem três problemas básicos que impedem a criação de uma nova dinâmica econômica na região.

"A primeira é a questão da propriedade da terra, já que falta a definição de quem são os proprietários. A segunda é a falta de um zoneamento ecológico e econômico da Amazônia. E a terceira é ausência de um regime regulatório e fiscal que garanta que a floresta em pé valha mais do que a floresta cortada", diz Unger.

Como coordenador do Plano Amazônia Sustentável (PAS), um projeto para desenvolver a região de forma equilibrada, ele diz que está buscando soluções no curto prazo para resolver esses problemas e poder implementar projetos que ajudem a região a se desenvolver.

O desafio poderá ser maior do que o ministro está antecipando. Em Santarém há agricultores com terras de mil hectares que estão esperando há 15 anos pela regularização de suas propriedades. Na Amazônia, os projetos e as políticas de mudança têm sempre sido muito mais lentos do que as motosserras.
 

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