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Bloco da Pipoca Indignada

18 de fevereiro de 2012



Quinta-feira no Circuito Barra-Ondina, o Movimento Desocupa colocou o bloco na rua para protestar contra a privatização do Carnaval de Salvador.

Almanaque de Práticas Sustentáveis

6 de julho de 2011

por Portal EcoD.

Autor: Thomas Enlazador
Editora: Iteia.org

LINK


"A definição oficial das Nações Unidas para o desenvolvimento sustentável é a seguinte: 'o desenvolvimento que satisfaz as necessidades presentes, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades'". É com essa máxima que Thomas Enlazador, e um grupo de colaboradores, escreveram o Almanaque de Práticas Sustentáveis (em sua 3ª edição).

O livro aponta novos caminhos para uma mudança comportamental e auxilia os cidadãos que acreditam nas mudanças de dentro para fora. O manual de bolso se propõe a reunir práticas que fomentem valores como solidariedade, cooperação, consciência e igualdade.

Entre as ações por um consumo mais consciente está o incentivo à economia solidária, um modelo que prega a autogestão, a democracia participativa, a cooperação, a promoção e o desenvolvimento humano. Algumas das práticas sugeridas pelo livro são:

  • Praticar o comércio justo e solidário
  • Acessar o micro-crédito
  • Criar um mercado de trocas solidário
  • Apoiar o consumo crítico, sustentável e consciente
  • Organizar uma cooperativa ou clube de compras

Mudança climática é fator causador de extremos climáticos

1 de julho de 2011


por Sérgio Abranches, do Ecopolítica


Tempestades mais violentas, secas prolongadas, ondas de calor, eventos que antes eram uma previsão nos modelos climáticos, agora são fenômenos observados, diz um artigo recente da Scientific American. A Sociedade Americana de Meteorologia, acaba de lançar o Estado do Clima 2010 (State of the Climate 2010). Nele, segundo Thomas Karl, diretor do National Climatic Data Center (Centro Nacional de Dados Climáticos), a temperatura global tem sido mais quente do que a média do século 20, todos os meses por mais de 25 anos.

1440 Mudança climática é fator causador de extremos climáticos 

Thomas Karl explica que qualquer evento climático particular é determinado por um número de fatores, das condições locais aos padrões e tendências climáticas globais. A mudança climática é um desses fatores. É muito provável, acentuou, que mudanças de larga escala no clima, como o aumento da umidade na atmosfera e temperaturas em elevação, tenham influenciado – e vão continuar a influenciar – vários tipos diferentes de eventos extremos, como chuvas torrenciais, enchentes, ondas de calor e secas.

A diretora do programa sobre Ciência e Impactos do Pew Center Jay Gulledge disse, segundo o Huffington Post, que a mudança climática é um fator de risco de eventos climáticos extremos, da mesma forma que comer sal em demasia é um fator de risco de doença cardíaca. Ela esclarece que isso não significa que possamos prever a próxima enchente em Iowa ou seca na Georgia, mas significa que esses eventos ficaram mais prováveis.

Agora mesmo, na região conhecida como “Chifre da África”, o Quênia e a Somália vêem suas populações rurais ameaçadas de morte por falência alimentar. Eles enfrentam severa crise na disponibilidade de alimentos e elevadas taxas de desnutrição, alerta a ONU. É a pior seca desde 1950-1951.

A gravidade dessa seca resulta de dois anos consecutivos quase sem chuva, fazendo de 2011 um dos anos mais secos desde 1950 em várias zonas pastorais. Segundo a ONU, não há probabilidade de melhora até 2012. Os preços de alimentos estão em alta que vai se estender por décadas, como a FAO tem indicado. Um patamar de preços mais alto que o das décadas anteriores está garantido, até que uma nova revolução tecnológica altere as condições de oferta ambiental e socialmente segura de alimentos.

Esse movimento de preços põe as populações pobres da África e outras regiões em situação de grave stress alimentar. No Quênia e na Somália, a seca eliminou de vez toda segurança alimentar. Sem ajuda séria internacional, teremos uma onda forte de mortalidade infantil, de idosos e de pessoas mais frágeis.

* Para ouvir o comentário do autor na rádio CBN clique aqui.
** Publicado originalmente no site Ecopolítica.
(Ecopolítica)

CTNBio muda regimento para acelerar liberações de transgênicos - Boletim 538

25 de maio de 2011

http://terradedireitos.org.br/wp-content/uploads/2010/06/porumbrasillivredetransgenicos.jpg

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POR UM BRASIL ECOLÓGICO,
LIVRE DE TRANSGÊNICOS E AGROTÓXICOS
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CTNBio muda regimento interno para acelerar liberações de transgênicos
Número 538 - 20 de maio de 2011
Car@s Amig@s,

Na última terça-feira (17) foi realizada em Brasília audiência pública sobre o feijão geneticamente modificado. Desenvolvido pela Embrapa para ser resistente ao vírus do mosaico dourado, o produto está na pauta de liberação comercial da CTNBio.

A audiência foi realizada na sede da própria Embrapa, que é a proponente do pedido. O fato inédito suscitou dúvida se a CTNBio passará a adotar o procedimento de “consulta à sociedade” na sede das empresas requerentes, podendo uma próxima ser quem sabe na sede da Monsanto. O presidente da CTNBio Edílson Paiva disse que não haviam encontrado outro auditório disponível em Brasília e daí a escolha.

A representante da Terra de Direitos questionou a extensão do sigilo conferido a diversos trechos do relatório apresentado pela Embrapa. A CTNBio manteve sob sigilo mais informações do que as solicitadas pela empresa, fato que dificulta as ações de monitoramento de impactos pós-comercialização do produto. Houve um caso em que o acesso à íntegra dos dados foi negado até mesmo a um integrante da Comissão e relator do processo. Os estudos de campo foram realizados em apenas três localidades e por dois anos, o que de forma generosa poderia significar que os impactos ambientais da tecnologia foram testados em no máximo dois biomas. A lei nacional exige estudos em todos os biomas onde a planta modificada poderá vir a ser cultivada. No caso do feijão transgênico, apesar da inexistência desses dados o pedido é para liberação do cultivo em todo o território sem restrições, como destacou a Terra de Direitos.

O representante do Consea enfatizou que o direito humano à alimentação saudável e adequada será atingido pela agroecologia e não pelo desenvolvimento de sementes geneticamente modificadas. Relatou experimentos de 8 anos da Embrapa que mostram grande sucesso no controle do mosaico do feijoeiro, sem perda de produtividade, por meio do manejo orgânico. No relatório apresentado pela Embrapa a Associação Brasileira de Agroecologia - ABA é citada como tendo endossado a tecnologia no contexto de uma oficina para avaliação de uma metodologia sobre análise de risco de transgênicos. O representante da ABA leu na audiência manifestação da entidade denunciando a forma anti-ética como a Associação foi citada, já que esse nunca foi seu posicionamento, como mostram os próprios relatórios da oficina. A ABA pediu retratação por parte da Embrapa pelo fato de seu nome ter sido usado com má-fé.

O representante da AS-PTA questionou a falta de dados sobre os potenciais impactos da modificação genética nas variedades de feijão consumidas no Brasil. Todos os testes foram feitos em um só tipo de feijão e não nos consumidos aqui diariamente. Por outro lado, diversas passagens do próprio texto da Embrapa informam que os resultados obtidos variam conforme o tipo de feijão que recebe a transgenia. Mesmo sem a realização desses testes, o pedido é para liberar o evento transgênico para sua posterior incorporação nos demais feijoeiros. Mais relevante ainda é saber que foram gerados 22 eventos para resistência ao mosaico, mas que apenas 2 destes funcionaram. O processo informa que não se sabe por que estes geraram os resultados esperados e os demais 20 não. E conclui que mais estudos são necessários para se entender o transgene em questão. Ou seja, na dúvida, libera. Esse descarte do Princípio da Precaução foi ressaltado na audiência pela AS-PTA.

O Princípio da Precaução foi lembrado também pelo Secretário Carlos Nobre, do Ministério de Ciência e Tecnologia, que abriu a plenária da CTNBio no dia seguinte. Nobre destacou a importância do trabalho da Comissão e da avaliação de riscos com base no Princípio da Precaução, para desgosto de muitos que o ouviam. Assim que o Secretário deixou a plenária, o presidente da CTNBio anunciou que iria colocar em votação as alterações no regimento interno do órgão. Mas logo diante do primeiro questionamento já disparou que tinha que andar logo com os trabalhos e evitar o “princípio da obstrução”.
O regimento tinha que ser alterado naquela ocasião por determinação judicial que obrigou a CTNBio a criar procedimentos de transparência e acesso às informações que lá tramitam, excluindo-se as de sigilo industrial.

Utilizando o procedimento que no Congresso é chamado de “contrabando legislativo”, os membros da Comissão aproveitaram a retificação ao texto do regimento para mudar o rito de tramitação dos processos. Encurtaram os prazos de análise, fazendo na prática com que as liberações sejam ainda mais aceleradas, reforçando o aspecto cartorial do órgão que nunca negou um pedido de liberação comercial.

A cada reunião da CTNBio as empresas informam sobre a desistência da realização de diversos experimentos de campo, que em tese serviriam para avaliar impactos ambientais. O representante do Ministério do Desenvolvimento Agrário solicitou à presidência da Comissão que neste item da pauta constasse não apenas o número do processo que foi cancelado, mas também uma ementa do objetivo do experimento que seria realizado. O presidente repassou a questão aos assessores do órgão, que disseram que isso daria muito trabalho e que o membro interessado poderia entrar na página da Comissão e consultar caso a caso.

O pedido é relevante se lembrarmos que raríssimos são os experimentos sobre impacto ambiental, sendo sua maioria para testes de eficiência agronômica que interessam apenas à empresa. Alguns estudos com objetivo de avaliações ambientais são, contudo, pedidos, e o que queria o MDA é saber se são esses que estão sendo cancelados. A Comissão que avalia biossegurança não achou pertinente essa checagem, que demandaria um “corta e cola” a mais no momento de redação das pautas, e assim ficou.

Em pouco tempo será votada a liberação do feijão transgênico.


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Neste número:
1. Judiciário ouvirá povos tradicionais sobre contaminação por transgênico
2. Elma Chips fará salgadinhos de milho transgênico
3. Contaminação do milho pode inviabilizar criação orgânica de aves
4. Alemanha quer soja brasileira, desde que convencional e produzida longe de desmatamento
5. Monsanto renova esforços para liberar o trigo transgênico
6. Argentina: rumo ao primeiro trigo transgênico
7. DuPont quer aumentar mercado de agrotóxicos para cana-de-açúcar
8. Ministra do meio ambiente anuncia Programa Nacional de Agroecologia
9. Parlamento francês proíbe ftalatos e parabenos
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Campanha Brasil Ecológico, Livre de Transgênicos e Agrotóxicos
Este Boletim é produzido pela AS-PTA Agricultura Familiar e Agroecologia e é de livre reprodução e circulação, desde que citada a AS-PTA como fonte.
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Análise das fontes de água do país

10 de janeiro de 2011

ONG constata que 30% das fontes de água do país têm qualidade ruim ou péssima


Pesquisa da ONG (organização não governamental) SOS Mata Atlântica mostra que as fontes de água no país estão cada vez mais poluídas e que, diante disso, a saúde da população corre risco. Ao analisar amostras de 43 corpos d'água, em 12 estados e no Distrito Federal, a ONG verificou que nenhuma foi considerada boa ou ótima. 

As análises foram feitas ao longo de 2010. Com base em parâmetros definidos pelo Ministério do Meio Ambiente, o estudo revela que em 70% das coletas feitas em rios, córregos, lagos e outros corpos hídricos, a qualidade da água foi considerada regular. Em 25%, a qualidade era ruim e em 5%, péssima. 

Em visitas a pontos de educação ambiental da ONG, foi avaliada a qualidade da água para consumo e concluiu-se que as águas precisam de tratamento para qualquer uso, seja para o consumo ou para indústria. Nos locais visitados, também foi constado que o principal agente de poluição é o esgoto doméstico. 

Indicadores da falta de saneamento básico, como a presença de coliformes, larvas e vermes, lixo e baixa quantidade de oxigênio na água, além de dez propriedades físico-químicas, foram testadas pela ONG. Das 43 coletas analisadas, o pior resultado foi a do rio Verruga, em Vitória da Conquista (BA), e a do lago da Quinta da Boa Vista, no Rio. 

Em condição um pouco melhor, mas ainda considerada regular e, consequentemente imprópria para consumo, estavam as amostras coletadas no rio Doce, no município de Linhares (ES), e na lagoa de Maracajá, em Lagoa dos Gatos (PE). 

"A poluição está muito mais vinculada à emissão de efluentes domésticos que industriais, ultimamente", disse o geógrafo do projeto, Vinicius Madazio. "É um problema porque 60% dos brasileiros vivem na [região de] Mata Atlântica", completou, reivindicando que as políticas públicas de saneamento básico sejam prioridade do governo e da sociedade. 

A qualidade da água é um das preocupações da ONU (Organização das Nações Unidas), que declarou o período entre 2005 e 2015 a década internacional Água para Vida. Em 2006, a instituição estimou que 1,6 milhão de pessoas, principalmente crianças menores de cinco anos, morram anualmente por causa de doenças transmitidas pela água. 

Procurados, o Ministério do Meio Ambiente e a ANA (Agência Nacional de Águas) não comentaram a pesquisa.

As principais medidas adotadas em Cancún

11 de dezembro de 2010

O acordo firmado neste sábado em Cancún pela conferência da ONU sobre mudanças climáticas prevê uma série de mecanismos para combater o aquecimento global e permitir que os países mais pobres e vulneráveis se adaptem as suas dramáticas consequências.
Estes são seus pontos principais: 

FUTURO DO PROTOCOLO DE KYOTO
 
- Convoca os países desenvolvidos a discutir uma nova fase de compromissos de redução de emissões sob o Protocolo de Kyoto, cuja primeira fase expira no final de 2012, "para garantir que não ocorra um hiato" entre os dois períodos. 

Não requer, por enquanto, que as nações assinem compromissos para o período posterior a 2012. Japão liderou a oposição à prolongação do Protocolo, alegando que é injusto porque não inclui os dois maiores emissores: Estados Unidos (porque não o ratificou) e China (por ser um país em desenvolvimento). 

AJUDA PARA OS PAÍSES EM DESENVOLVIMENTO
 
- Cria uma nova instituição, o Fundo Verde, para administrar a ajuda financeira dos países ricos aos mais pobres. 

Até agora, União Europeia, Japão e Estados Unidos prometeram contribuições que devem chegar a US$ 100 bilhões anuais em 2020, além de uma ajuda imediata de US$ 30 bilhões. 

- Convida o Banco Mundial a servir como tesoureiro interino do Fundo Verde Climático por três anos.
- Estabelece um conselho de 24 membros para dirigir o Fundo, com igualdade de representação de países desenvolvidos e em desenvolvimento, junto com representantes dos pequenos Estados insulares, mais ameaçados pelo aquecimento. 

- Cria um centro de tecnologia climática e uma rede para ajudar a distribuir o conhecimento tecnológico aos países em desenvolvimento, com o objetivo de limitar as emissões e se adaptar aos impactos das alterações climáticas. 

MEDIDAS PARA FREAR O AQUECIMENTO
 
- Salienta a necessidade urgente de realizar "fortes reduções" nas emissões de carbono para evitar que a temperatura média do planeta aumente mais de 2ºC em comparação com os níveis da era pré-industrial. 

- Convoca os países industrializados a reduzir suas emissões entre 25% e 40% em 2020 em relação ao nível de 1990. Esta parte encontra-se incluída no Protocolo de Kyoto, e por isso não inclui os Estados Unidos, que nunca o ratificaram. 

- Concorda em estudar novos mecanismos de mercado para ajudar os países em desenvolvimento a limitar suas emissões e discutir essas propostas na próxima conferência, no final de 2011, em Durban (África do Sul). 

FISCALIZAÇÃO DAS AÇÕES DOS PAÍSES EM DESENVOLVIMENTO PARA REDUZIR AS EMISSÕES
 
Esses países, especialmente os grandes emergentes, como China, Brasil e Índia, "em função de suas suas capacidades", divulgarão a cada dois anos relatórios que mostrem seus inventários de gases de efeito estufa, e informações sobre suas ações para reduzi-los. 

Esses relatórios serão submetidos a consultas e análises internacionais, "não intrusivas", "não punitivas" e "respeitando a soberania nacional". 

REDUZIR O DESMATAMENTO
 
- Traz o objetivo de "reduzir, parar e reverter a perda de extensão florestal" nas florestas tropicais. O desmatamento responde por 20% das emissões de gases de efeito estufa globais. Pede aos países em desenvolvimento que tracem seus planos para combater o desmatamento, mas não inclui o uso de mercados de carbono para seu financiamento. 

- Exorta todos os países a respeitar os direitos dos povos indígenas.

São Paulo terá primeira frota de ônibus movida a etanol

25 de novembro de 2010

São Paulo vai implementar a primeira frota do País com ônibus movidos a etanol aditivado na tentativa de reduzir as emissões de gases de efeito estufa e cumprir a meta de chegar a 2018 com toda a frota de transporte público movida a combustíveis renováveis. O protocolo de intenção assinado nesta quinta-feira prevê que o município terá 50 veículos adaptados para rodar com este combustível, a partir de maio de 2011.

Estocolmo (Suécia) - Estocolmo conta hoje com uma frota de 400 ônibus movidos a etanol. Foto: Ricardo

O convênio foi firmado entre a prefeitura, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), a fabricante de ônibus Scania, a fornecedora de etanol Cosan e a operadora Viação Metropolitana.

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, não informou o quanto será necessário investir para implementar o programa. Disse apenas que parte dos recursos para custear a adaptação dos ônibus virá das multas aplicadas aos veículos que foram reprovados na inspeção veicular. "O recurso virá de um programa ambiental para outro programa ambiental", afirmou, e acrescentou que a iniciativa corrige falha grave na cidade que, apesar da grande frota movida a etanol, ainda não usa o combustível no transporte público.

A prefeitura e as empresas também não se manifestaram sobre o custo de implantação do projeto. O presidente da Unica, Marcos Jank, apenas ponderou que o compromisso firmado com a prefeitura prevê que o preço do etanol usado nestas 50 unidades não deve superar o do diesel.

Levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP) indica que o preço médio do diesel no mês de novembro em São Paulo é de R$ 1,99 por litro.

A prefeitura espera que 100% da frota de transporte público utilize combustíveis renováveis até 2018, de acordo com meta prevista em lei. "Mas nossa expectativa é que a maior parte destes veículos seja movida a etanol", disse Jank, acrescentando que a frota municipal de transporte público tem 15 mil ônibus.

Segundo o presidente da Unica, a medida representa o pontapé inicial da lei municipal de mudança do clima, pois este combustível permite reduzir em até 70% as emissões de gases responsáveis pelo efeito estufa, em relação ao diesel. Ele explicou que se tratam de veículos com motores a diesel que são adaptados para rodar com a mistura de etanol e aditivo.

A Cosan, maior grupo de açúcar e etanol do Brasil, ficará responsável pelo fornecimento e distribuição do combustível. "Nosso objetivo é viabilizar o projeto da prefeitura", disse Mark Lyra, diretor de novos negócios da companhia, sem especificar o custo da operação. Ele estima que os 50 veículos consumirão mensalmente cerca de 300 mil litros do combustível, que será composto por 95% de etanol e 5% do aditivo promovedor de ignição, atualmente importado, mas que, segundo ele, no futuro será produzido no País.

A Scania vai fabricar os ônibus em São Bernardo do Campo, em São Paulo. A empresa já fornece veículos deste tipo para a Suécia, que conta com frota movida a etanol desde a década de 90. A capital sueca tem hoje mais de 700 ônibus que rodam com este combustível e é o maior importador europeu do biocombustível brasileiro, segundo dados da Unica.

Clima, Planejamento urbano e Saúde Pública

5 de novembro de 2010

Simpósio Internacional

18/11/2010, 9:00 – 17:00 h
19/11/2010, 9:00 – 17:00 h
Teatro do Goethe-Institut Salvador-Bahia/ICBA

Entrada franca!!!

71-3338-4700
progr@salvadorbahia.goethe.org


http://www.goethe.de/mmo/priv/6735907-STANDARD.JPG


As mudanças climáticas e um contínuo aumento da temperatura global são problemas urgentes no mundo contemporâneo. As suas conseqüências, especialmente para a saúde humana, são sérias, mas se dão lentamente, de modo quase imperceptível. Não obstante, são cumulativas e provavelmente irreversíveis.

O aumento geral de temperatura, especificamente nas cidades, é multiplicado por processos aparentemente inerentes à ação de urbanização. Entretanto, na realidade é provocado por um determinado modelo de planejamento urbano e arquitetônico que consiste em sua própria causa intrínseca. Este modelo, que é acompanhado por um aumento da motorização, implica a destruição de áreas verdes, impermeabilização da superfície do solo, verticalização e adensamento construtivo.

Em virtude disso, torna-se imperativo conscientizar a opinião pública sobre as consequências das transformações climáticas e a necessidade de medidas imediatas para combater os efeitos de um planejamento urbano equivocado. Caso contrário, o problema poderá provocar desde efeitos negativos diretos até a grave deterioração da saúde de largas faixas da população.


É com este intuito que se realizar o simpósio, que conta com a participação de especialistas internacionais (Michael Bruse, Universidade de Mainz/Alemanha, Stefan Willich, Hospital Charité, Berlim), nacionais (Eleonora Sad de Assis, UFMG), e pesquisadores locais do Laboratório de Conforto Ambiental (LACAM - UFBA), Instituto de Saúde Coletiva (UFBA), Curso de Urbanismo (UNEB), além de especialistas em planejamento da PMS e SEDUR e representantes de outras instituições co-organizadoras do evento, como a SECTI, GAMBA, ABEBA e Goethe-Institut/ICBA.

Pretende-se promover o diálogo entre a área científica e os diversos agentes promotores da urbanização sobre as conseqüências para o clima e a saúde pública da cidade de Salvador.


Programação

Quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Sensação Térmica no Espaço Urbano
Coordenação: Arno Brichta, ABEBA

9:00 Abertura

10:00 Causas e Efeitos do Superaquecimento Urbano, Wilhelm Kuttler, Universidade de Duisburg-Essen, Campus Essen/Alemanha

11:30 Debate com o público


Sensação Térmica no Espaço Urbano
Coordenação da mesa: Roberto Franke, ABEBA

14:00 Clima Urbano e Sensação Térmica na Cidade de Belo Horizonte, Minas Gerais, Eleonora Sad de Assis, UFMG

15:00 Clima Urbano e Sensação Térmica na Cidade de Salvador, Bahia, Jussana Nery/Telma Andrade, SECTI

16:00 Ferramentas de Avaliação Humano-biometeorológicas para as Condições Térmicas no Espaço Urbano, Wilhelm Kuttler, Universidade de Duisburg-Essen, Campus Essen/Alemanha

17:30 Debate com o público



Sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Doenças Causadas pelo Aumento da Temperatura
Coordenação da mesa: Iguaracyra Barreto Araujo, Fac. de Medicina (UFBA)

9:00 Efeitos das Mudanças Climáticas na Saúde, Stefan Willich, Charité de Berlim/ Alemanha

10:30 Temperatura, Aquecimento e Mortalidade Urbana nos Países em Desenvolvimento, Mauricio Barreto, Instituto de Saúde Coletiva (UFBA)

11:30 Alterações Climáticas e Efeitos à Saúde: Algumas Evidências, Helena Ribeiro, Fac. de Saúde Pública (USP)

12:30 Debate com o público


Clima, Ambiente e Planejamento Urbanos
Coordenação da mesa: Sylvio Bandeira, UCSAL e UFBA

14:00 Diretrizes e Estratégias para uma Cidade Saudável, Virgínia Maria Dantes de Araujo, Professora Titular Pró-Reitora de Graduação em Arquitetura e Urbanismo da UFRN

15:00 Mesa Redonda – responsáveis/técnicos da área de planejamento urbano: Representante da Secretaria Municipal de Meio Ambiente Liana Viveiros, SEDUR Fábio Viveiros, Vice-Presidente do INSADES (Inst. Sócio-Ambiental para o Desenvolvimento Sustentável) Carl von Hauenschild, arquiteto

17:00 Debate com o público

Curso de Agricultura Intuitiva

3 de novembro de 2010

"Você fortalece aquilo que focaliza" - Marsha           Hanzi

Análise do Ciclo de Vida dos produtos

2 de novembro de 2010

Análise do Ciclo de Vida de uma embalagem.
(Imagem: Embalagem Sustentável)

Com os problemas globais enfrentados atualmente, tornou-se necessário pensar em um novo modelo de produção, diferente do industrial, criado nos séculos passados, em que havia grande consumo de materiais e energia, além de alta geração de resíduos.

Esse novo tipo de mercado, chamado de sustentável, fez com que muitas empresas passassem a fazer produtos “ecológicos”. Porém, para avaliar se um produto é realmente sustentável, é necessário fazer a Análise do seu Ciclo de Vida (ACV).

A ACV é uma ferramenta de gestão ambiental que avalia o desempenho de produtos ao longo de todo o seu ciclo de vida. O diagnóstico percorre todo o processo, desde a extração dos recursos naturais, passando por todos os elos industriais de sua cadeia produtiva, pela sua distribuição e uso, até sua disposição final.

A metodologia da análise engloba o levantamento dos aspectos ambientais dos produtos, a avaliação dos impactos ambientais associados à extração de recursos naturais, manufatura, transporte, uso e disposição final.

O método pode ser utilizado na indústria para fazer comparação de produtos concorrentes e oportunidade de melhoria de desempenho ambiental dos produtos. Além disso, ele também é muito útil como apoio às tomada de decisões, atendimento às normas e legislações e, principalmente, na comunicação, podendo desenvolver o marketing “verde” de forma segura e embasada.

No governo, a ACV pode ser aplicada para estabelecer novas políticas de produtos (especificações) e compras, gerenciamento de resíduos e diretrizes para projetos sustentáveis e, também, na regulamentação de rotulagem ambiental e de produção limpa.

Para a sociedade os benefícios são a divulgação de informações ambientais, que ajudam na escolha do produto e fornecedor, decisões de compra e o estabelecimento de diretrizes para padrões de consumo sustentável.

No Brasil, a ACV é avaliada pela Associação Brasileira do Ciclo de Vida (ABCV). Porém, seu banco de dados atualmente utilizado ainda é americano e/ou europeu e possuem matrizes energéticas diferentes das brasileiras. Esse fator tem influência direta nos resultados. Por isso, a ABCV está em processo de estudos para a criação de um banco de dados brasileiros, com todos os requisitos seguindo os padrões nacionais.

Grande parte das normas da ISO 14000, que propõe um padrão global de certificação e identificação de produtos e serviços no segmento ambiental, tem sua base em fatores considerados pela ACV.

Grécia desenvolve bolsa portátil solar para ser usada como bateria

9 de outubro de 2010

Pesquisadores da Grécia estão desenvolvendo novas formas de aproveitar a farta energia solar disponível no país.

Atualmente, tentam incrementar uma bolsa equipada com um painel solar que já está à venda nos Estados Unidos de forma a transformá-la em uma pequena usina e antena de transmissão.

Cientistas gregos agora trabalham em uma fina película que pode gerar e conduzir eletricidade e ser aplicada sobre capas plásticas comuns. Eles esperam que o produto revolucione redes sem fio portáteis.

Uma simples bolsa poderia ser transformada em bateria e antena para um sistema sem fio. Mas entre as dificuldades que a pesquisa enfrenta está a crise econômica na Grécia, que tem levado muitos pesquisadores a deixar o país.

Artistas de várias vertentes retratam mudanças climáticas em concurso

DA BBC BRASIL

O fotógrafo grego Christos Lamprianis concorreu com mais de mil artistas e venceu o CoolClimate Art, concurso internacional de obras sobre o impacto das mudanças climáticas.

Lamprianis enviou uma imagem de uma menina sentada perto de uma usina termoelétrica na Grécia, que passa a ilusão de estar tapando a chaminé com a palma de sua mão.

Pintura da artista Emma Varney retrata impacto provocado pela exploração de petróleo nos oceanos

Pintura da artista Emma Varney retrata
impacto provocado pela exploração de petróleo nos oceanos

Os participantes, de vários países do mundo todos, concorreram com esculturas, fotografias, pinturas e design gráfico que retratam problemas como o aquecimento global e a poluição, mas também apontam para soluções, como o uso de fontes renováveis de energia.

Os vinte semifinalistas passaram por uma pré-seleção de um júri formado por artistas e ativistas, como o ecologista Philippe Cousteau, neto de Jacques Cousteau.

Os trabalhos foram divulgados no site The Huffington Post em uma galeria aberta e submetidos à votação popular, que escolheu os cinco primeiros colocados.

Os vencedores foram homenageados no Center for American Progress, em Washington DC. Seus trabalhos serão usados em diversas campanhas em defesa do meio ambiente.

Bom para o bolso e o planeta

Um guia Bom para o bolso e o planeta

Quem paga as contas da casa (ou seja, os pais do adolescente que passa duas horas no banho e da moça que usa o secador duas vezes por dia) dá um duro danado para reduzir os gastos com água e luz. Substitui lâmpadas incandescentes por LED ou fluorescentes (cujo efeito pode ser aquela iluminação horrível de padaria), acumula a maior quantidade possível de roupas sujas, para só então lavar e passar, e, inutilmente, tenta controlar os jovens incontroláveis. Mas é possível ir além dessas medidas, inclusive da gritaria com os gastadores cheios de espinhas


Anna Paula Buchalla*
Revista Veja – 06/10/2010


Graças a certos aparelhinhos que funcionam como acessórios inteligentes, pode-se economizar nas contas sem que isso resulte em mudanças drásticas nos hábitos da família. Eles cumprem a função de diminuir os gastos desnecessários. Com a ajuda de especialistas, VEJA selecionou seis produtos eficientes para seu bolso a longo prazo, para a conservação do planeta e, não menos relevante, para a manutenção das suas cordas vocais.

Graças a certos aparelhinhos que funcionam como acessórios inteligentes, pode-se economizar nas contas sem que isso resulte em mudanças drásticas nos hábitos da família. Eles cumprem a função de diminuir os gastos desnecessários. Com a ajuda de especialistas, VEJA selecionou seis produtos eficientes para seu bolso a longo prazo, para a conservação do planeta e, não menos relevante, para a manutenção das suas cordas vocais.

INTERRUPTORES QUE REGULAM INTENSIDADE DE LUZ
O que fazem: também chamados de dimmers, esses interruptores permitem ao morador controlar a intensidade de luminosidade da lâmpada. A diminuição em 20% da intensidade de luz é quase imperceptível ao olho humano e já resulta em economia.

Economia: "Manter a lâmpada acesa com 80% de sua capacidade reduz em 30% os gastos com iluminação e pode dobrar o tempo de vida útil da lâmpada", diz o engenheiro elétrico Pedro Braida Neto Redução na conta mensal com seis lâmpadas reguladas por dimmer: 9 reais .

Preço: a partir de 30 reais .

FILTRO DE LINHA ELÉTRICA
O que faz: ao ser conectado via USB ao computador, o filtro corta o fornecimento de energia aos equipamentos eletrônicos periféricos, como impressora, caixas de som e monitor, assim que o computador é desligado .

Economia: o aparelho evita que os acessórios consumam 9,2 kWh por mês quando ligados ininterruptamente em modo stand by .

Redução na conta mensal: 4 reais, considerando o uso de duas horas por dia do computador e demais acessórios .

Preço: 29,10 dólares (na Amazon) .

REGULADOR DE VAZÃO DO CHUVEIRO
O que faz: o registro permite que a pessoa controle a intensidade do jato da ducha (não tem a ver com a regulagem obtida com as torneiras) .

Economia: um chuveiro convencional gasta, em média, 20 litros por minuto. Com o regulador, esse volume pode ser ajustado para um fluxo de 8, 14 e 16 litros, sem que seu banho se torne menos agradável .

Redução na conta mensal: de 27 a 34 reais .

Preço: de 75 a 90 reais .

AREJADOR DE TORNEIRAS
O que faz: mistura ar à água, causando a sensação de maior volume. Com o arejador, o jato de água sai da torneira em forma de "chuveirinho".

Economia: entre 57% e 76%. Enquanto uma torneira convencional usa de 14 a 25 litros de água por minuto, com o arejador o consumo cai para 6 litros .

Redução na conta mensal: de 22 a 30 reais .

Preço: de 28 a 35 reais .

VÁLVULA DE DESCARGA COM ACIONAMENTO DUPLO
O que faz: as válvulas mais modernas têm duas teclas de acionamento. A destinada à remoção de resíduos sólidos usa 6 litros de água por descarga; a de resíduos líquidos, apenas 3 .

Economia: como um equipamento convencional usa de 10 a 12 litros de água por descarga, a substituição causa uma economia de 40% a 50% no fim do mês .

Redução na conta mensal: de 9 a 11 reais .

Preço: de 85 a 171 reais (válvula); de 250 a 2 600 reais (bacia com caixa acoplada) .

FILTRO DE LINHA ELÉTRICA COM SENSOR DE PRESENÇA
O que faz: um sensor eletrônico bloqueia a energia de até seis aparelhos em stand by ao detectar a ausência de movimento no ambiente. O período para que os equipamentos sejam automaticamente desligados pode ser regulado entre trinta segundos e trinta minutos .

Economia: o filtro pode representar um corte de 5% na conta de luz, considerando o consumo médio de 157 kWh por mês das residências brasileiras, segundo o Ministério de Minas e Energia .

Redução na conta mensal: 4 reais, prevendo-se o uso de duas horas por dia do computador, som, TV e demais acessórios .

Preço: 91,25 dólares (no site energyfederation.org) .

VEJA TAMBÉM:
Ecológico e econômico: O modelo W+W integra cuba de pia e vaso sanitário em uma única peça. A criação dos designers italianos Gabriele e Oscar Buratti reduz o desperdício de água - porque a água usada para lavar as mãos é aproveitada para dar descarga .

Como funciona: toda a água utilizada no lavatório escorre para a caixa de descarga. A válvula tem duas teclas de acionamento: uma para 3 (resíduos líquidos) e outra para 6 litros (resíduos sólidos).

Preço: 14 000 reais .

*Outras fontes consultadas: os engenheiros Paulo Costa, diretor comercial da consultoria H2C, e Paulo Milano, diretor da Siclo Consultoria; o administrador Ronaldo Gonçalves, da Sabesp; Eletropaulo; Eletrobras; Agência Nacional de Energia Elétrica; a loja de materiais de construção C&C; e as empresas Schneider Electric, Legrand, Deca, Docol, Draco, Roca e Z Wave.

Festas de Trabalho pelo Clima

7 de outubro de 2010

Caros amigos,

Neste domingo, 10/10/10, nós iremos quebrar um record mundial: cidadãos de 187 nações irão organizar mais de 6300 "festas de trabalho pelo clima" desde Brasil até o Palau. A mensagem: pessoas ao redor do mundo estão agindo pelo clima -- e chegou a hora dos governantes se juntarem a nós.

Vamos mostrar que o movimento climático global está em todos lugares, energizado e gigante -- clique para encontrar um evento:
Neste domingo, em mais de 6.300 eventos em 187 países, cidadãos ao redor do mundo irão desmascarar um boato perigoso: que o movimento climático global desapareceu.

Vamos mostrar aos líderes mundiais e à imprensa que nós estamos mais diversificadas, maiores e mais criativos do que nunca - e que nós simplesmente não vamos desistir até que o nosso planeta, e todos os que vivem nele, estejam a salvo.

No domingo, 10 de outubro - que é 10/10/10, uma data para se lembrar – nós vamos nos reunir em "festas de trabalho" para o clima ao redor do mundo, demonstrando a nossa determinação e soando um apelo aos nossos governantes: "Nós estamos colocando a mão na massa ... e você? "

Quanto mais pessoas participarem, mais direta será a nossa mensagem de determinação para derrotar as mudanças climáticas. Estas festas não serão somente incrivelmente úteis, como divertidas também. Clique abaixo para encontrar um evento perto de você e confirmar a presença (ou inscrever o seu próprio evento) - é hora de arregaçar as mangas e agir:

http://www.avaaz.org/po/global_work_party/?vl

O momento é crítico: nas próximas semanas e meses, nossos governantes irão tomar decisões importantes sobre o esforço para conseguir um novo tratado climático global. O ano todo eles ficaram se lamentando sobre a Conferência de Copenhague que aconteceu em dezembro, onde países não conseguiram chegar a um acordo vinculante – e nem mesmo a um compromisso de elaborar um. Se os políticos pensarem que as mobilizações populares por ações climáticas acabaram, eles irão ceder ao lobby do combustível fóssil - e simplesmente desistir de chegar a um acordo real.

Mas mesmo com os governos se esquivando, a crise climática está acelerando. 2010 é o ano mais quente já registrado. Desastres naturais ligados ao clima, como as inundações no Paquistão, custaram milhares de vidas. E os cientistas dizem que a situação está piorando. Nosso movimento tem que estar à frente da crise climática e precisamos puxar os políticos conosco.

Ao demonstrar a nossa determinação, a Festa de Trabalho Global irá lançar um desafio aos nossos governantes. Eventos locais incluem o plantio de árvores no interior da Tanzânia, a instalação de painéis solares na China, e um passeio de bicicleta internacional da Jordânia para Israel - junto com eventos muito mais simples organizados por pequenos grupos de amigos. Onde quer que estejamos e qualquer que seja a nossa ação, nós estamos passando uma mensagem: nós estamos gerando soluções para as mudanças climáticas em nossas proprias comunidades, os nossos governantes não têm desculpa para não começar a trabalhar a nível nacional e mundial.

Quanto mais pessoas participarem, mais poderosa será a nossa mensagem. 10/10/10 é daqui a poucos dias, e é fácil participar - clique para se inscrever:

http://www.avaaz.org/po/global_work_party/?vl

Embora haja pouco tempo para enfrentar as mudanças climáticas, o movimento climático em si, é relativamente jovem. A abolição do comércio transatlântico de escravos e o fim do Apartheid levou décadas. Porém, as mudanças climáticas, por causa de sua ameaça a todos em todos os lugares, tem um poder especial de unir as pessoas além das fronteiras.

No ano passado, uma onda extraordinária de atividade, com sucessivos dias de ação global (21 de setembro, 24 de outubro e 12 de dezembro) levaram os Chefes de Estado do mundo todo a estarem presentes na Conferência de Copenhague. Foi de tirar o fôlego, mas não foi o suficiente. Este fim de semana, vamos renovar nosso compromisso de lutar pelas seis bilhões de vidas - e mostrar que não estamos indo a lugar algum, enquanto nós temos um planeta para salvar.

Com esperança e determinação,

Ben, Iain, Ben M, Maria Paz, Ricken, David, Graziela e toda a equipe Avaaz

PS: Estes eventos estão sendo organizados por uma vasta gama de grupos e indivíduos, com o apoio dos amigos da Avaaz, a 350.org - utilizando ferramentas da web que facilitam a localização de um evento ou o cadastro de um novo evento. Inscreva-se para um evento com estas ferramentas, e a 350 irá enviar algumas mensagens úteis nas vésperas do dia de ação. Aqui está o link novamente:

http://www.avaaz.org/po/global_work_party/?vl



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EVENTOS EM SALVADOR

Salvador
Brasil




A Avaaz é uma rede de campanhas globais de 5,6 milhões de pessoas que se mobiliza para garantir que os valores e visões da sociedade civil global influenciem questões políticas internacionais. ("Avaaz" significa "voz" e "canção" em várias línguas). Membros da Avaaz vivem em todos os países do planeta e a nossa equipe está espalhada em 13 países de 4 continentes, operando em 14 línguas. Saiba mais sobre as nossas campanhas aqui, nos siga no Facebook ou Twitter.

Esta mensagem foi enviada para lucianasarno@gmail.com. Para entrar em contato com a Avaaz não responda este email, escreva para nós no link www.avaaz.org/po/contact.


Plantando ideias inteligentes

3 de outubro de 2010



A prefeitura de Londres faz os preparativos para os jogos olímpicos de 2012 prometendo que estas serão as Olimpíadas e Paraolimpíadas mais sustentáveis da história. Os organizadores dizem que conseguirão isto com o estímulo à mudança de comportamento durante os jogos.

Entre outras medidas para atingir tal objetivo está uma ideia, no mínimo, inovadora e, por isso mesmo, simples. Como nunca ninguém havia pensado nisso? A prefeitura da cidade está incentivando a população a ocupar os terrenos disponíveis com hortas para produzir frutas, verduras e legumes locais, sazonais e orgânicos.

Para cultivá-los vale qualquer espaço: áreas de lazer de condomínios, terrenos baldios, pátios ferroviários e até os telhados planos de casas e prédios.

Com isso, além de resolver parte do problema com o abastecimento de alimentos durante as Olimpíadas, os ingleses esperam também absorver emissões de CO2 dos transportes e oferecer uma cidade mais amigável ao público que vai assistir aos jogos. Imagine como Londres - uma metrópole moderníssima - ficará bacana com ares de interior.

Aproveito a ideia para lançar outra: já pensou em ter sua própria horta dentro de casa? Você terá sempre à mão temperos, verduras, legumes, até frutas direto do quintal, da área de serviço, até mesmo da varanda do apartamento.

Qualquer cantinho serve, até mesmo em vasos de garrafas PET que podem ser pendurados na parede, como sugere a foto que ilustra este post. A iniciativa fará bem à saúde do seu corpo e da sua mente. Se uma megacidade inteira pode fazer, porque não você?

Veja como se tornar um "agricultor caseiro" nos links abaixo.

E divirta-se!

Horta em casa

Comidinhas direto da horta caseira

Livro ensina a cultivar hortas e jardins dentro de casa

Como ter uma horta dentro de casa

Foto - Dulla

O abandono das Praças de Salvador

Por Hieros Vasconcelos, do A TARDE

Praça: qualquer espaço público urbano, livre de edificações e que propicie convivência e recreação para seus usuários. Em Salvador, no entanto, o item recreação está distante da realidade. São 570 praças que pouco têm a oferecer para a população: escuras e sem policiamento, tornaram-se alvos fáceis para a depredação e servem de dormitório e sanitário para moradores de rua, além de ponto para usuários de drogas.

Praça da Piedade: ocupada por moradores de rua e abandonada pelo poder público

Praça da Piedade: ocupada por moradores de rua e abandonada pelo poder públicoResponsável pela manutenção e conserto dos espaços, a Companhia de Desenvolvimento Urbano (Desal) – autarquia da Secretaria Municipal de Transporte e Infraestrutura (Setin) – reconhece a degradação e informa que são gastos com a manutenção pelo menos R$ 3,5 mil por dia, o que soma cerca de R$ 900 mil, até agora, em 2010. Este ano, 70 monumentos foram arrancados ou destruídos. “Com o total gasto, dava para construir uma praça por mês”, diz o titular da Setin, Euvaldo Jorge.

A justificativa para o triste cenário, diz Euvaldo Jorge, está na ação de vândalos, que roubam equipamentos para vender e comprar drogas, e no grande número de moradores de rua em Salvador. “Arrumamos uma praça hoje e amanhã faltam equipamentos, como cabos de iluminação, refletores e pedaços de estátuas”, relata ele. Segundo dados da Desal, 70% dos espaços sofrem depredação após a inauguração. De acordo com o órgão, Salvador é a cidade que mais tem praças no Brasil.

A equipe de A TARDE percorreu nove espaços públicos conhecidos: Largo da Madragoa, Largo de Roma, Largo do Papagaio, Praça Dois de Julho, Praça da Piedade, Praça Olga Mettig, Passeio Público, Largo do Campo Grande e a Carlos Batalha (Rio Vermelho).

Em todos os espaços visitados, verificaram-se lâmpadas de postes apagadas, grama e árvores sem cuidado, parques para crianças quebrados, ausência de policiamento, de guarda municipal e de fiscalização. A Secretaria Municipal de Serviços Públicos (Sesp) não se pronunciou sobre o tema, apesar dos pedidos de A TARDE, até o fechamento da edição deste domingo, 3.


Leia reportagem completa na edição impressa do Jornal A Tarde deste domingo, 3, ou, se você é assinante, acesse aqui a
versão digital.

Estrada atropela maior lago subterrâneo do Brasil, na Bahia

19 de setembro de 2010

Por CLAUDIO ANGELO
DE BRASÍLIA

A pavimentação de uma estrada no sudoeste da Bahia atropelou, literalmente, a caverna que abriga o maior lago subterrâneo do Brasil.

O estrago foi verificado por um espeleólogo e motivou a visita de uma equipe do Instituto Chico Mendes ao local na última sexta-feira.

O órgão, agora, quer descobrir se o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) errou na concessão da licença de um trecho da obra da rodovia BR-135 ou se o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) faz o trabalho num trecho não licenciado.

Grupo Bambuí/Divulgação
Vista do sistema de cavernas que abriga o lago subterrâneo no sudoeste baiano; espeleólogos relatam queda de pedras.

Vista do sistema de cavernas que abriga o lago subterrâneo no sudoeste baiano; espeleólogos relatam queda de pedras.

A vítima principal é o Buraco do Inferno da Lagoa do Cemitério, caverna que abriga o lago de 13.860 m2.

A gruta integra o sistema de cavernas João Rodrigues, no carste (formação de rocha calcária caracterizada por cavernas, que lembra um queijo suíço) de São Desidério, município baiano na fronteira da expansão da soja.

Segundo Alexandre Lobo, do Grupo Bambuí de Pesquisas Espeleológicas, há mais de uma centena de cavernas na região. Três dezenas delas são consideradas "expressivas" e deveriam estar protegidas. O Instituto Chico Mendes tem planos de criar uma unidade de conservação ali.

ALTERNATIVA

Em 2008, Lobo integrou uma equipe que mapeou as grutas na região de influência da BR-135. O objetivo era sugerir um traçado alternativo para a obra de pavimentação da estrada, justamente para desviá-la do carste.

No mês passado, o espeleólogo foi a São Desidério fazer fotos do lago subterrâneo. "Deparei com desmatamento e terraplenagem e as obras em curso", conta.

"No ponto onde o conduto [teto da caverna] é mais alto, sobre o lago, vi que havia blocos de rocha caídos recentemente", continua Lobo. "Há dolinas [buracos naturais na rocha calcária] entupidas, tudo isso resultado das máquinas que trabalham no local."

A estrada, é verdade, já passava por cima da caverna. Como era uma estrada de terra, porém, o trânsito local era pequeno. Quando o Dnit pediu a licença para pavimentar a estrada, que será usada para escoar a produção agrícola da região, o Ibama aproveitou para corrigir o traçado do trecho problemático.

Segundo o Dnit, 19 km dos 60 km da obra não receberam licença por decisão do Ibama. A obra continuou no restante. Em maio deste ano, o órgão autorizou que o asfaltamento prosseguisse por mais 14 km de estrada.

O Dnit afirmou à Folha, por meio de sua assessoria de imprensa, que a obra em curso se limita ao trecho autorizado. Os outros 5 km embargados, que segundo o departamento corresponderiam "à caverna", continuariam parados, à espera da conclusão do estudo sobre o desvio.

Lobo contesta o Dnit. Ele diz que há obras ocorrendo exatamente sobre a caverna. "Inspecionamos a obra. Ela está ocorrendo", diz o gerente do Ibama em Barreiras, Zenildo Soares. "Falta definir as coordenadas do local onde ela foi impedida."

O espeleólogo Jussykledson de Souza, que mora em São Desidério, acompanhou na sexta a equipe do Instituto Chico Mendes que foi vistoriar o local. "O teto da caverna está caindo. Vimos blocos caírem", afirmou.

"Ter ou não ter licença só agrava a situação. O que nos preocupa é a integridade do sistema", disse Jocy Cruz, chefe do Cecav (Centro Nacional de Estudo, Proteção e Manejo de Cavernas), do Instituto Chico Mendes.

Usina solar

23 de agosto de 2010

Getty Images

Com capacidade de gerar 1 mw (suficiente para abastecer cerca de 500 casas), a primeira usina solar brasileira será interligada ao sistema elétrico da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf)

Em breve, a paisagem de Tauá, CE, ficará parecida com a da foto acima, clicada em Sevilha, na Espanha. A novidade, ainda isolada, pode multiplicar-se em breve. “Com o aumento dos custos de produção de energia elétrica e a redução das despesas de fabricação das placas fotovoltaicas, prevejo uma paridade tarifária que tornaria a segunda opçãomais viável”, diz Ricardo Rüther, especialista no tema e professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Construir pequenas usinas como a de Tauá, de abrangência local, ou instalar painéis fotovoltaicospróximos aos pontos de consumo (como em coberturas deprédios) pode ser um caminho interessante. “Assim, gasta-se menoscom redes de transmissão e distribuição”, afirma Ricardo. Sem falar nosganhos quantitativos: segundo ele, se a área inundada de Itaipu fosse coberta por placas fotovoltaicas, a produção de energia dobraria.

EM BREVE NA SUA CASA
O Brasil ainda não fabrica placas fotovoltaicas (importa de marcas como Kyocera, Sharp, Sanyo e SS Solar),mas há grande expectativa quanto à participação do país na geração de energia solar. “Temos boa insolação e a maior reserva de quartzo do mundo, de onde se extrai o silício, usado nas células solares. Desenvolver o setor é questão de dez anos”, afirma Ricardo Ruther.

Além disso, a pressão mundial pelo uso de fontes renováveis favorece a queda dos preços das placas, o que disseminará o uso. “Por enquanto, os consumidores são pessoas de classe alta, dispostas a pagar mais pela energia limpa, ou populações muito carentes, que obtêm ajuda do governo para a compra dos painéis”, diz Airton Dudzevich, da loja paulista Supergreen, especializada em produtos e sistemas sustentáveis.

Usina Nuclear e o Brasil

Divulgação



Uma guerra nuclear no Brasil

Por Maurício Moraes
Revista Info Exame – 07/2010

Retomada das obras de Angra 3 e construção de novas usinas no Nordeste e no Sudeste até 2030 esquentam o debate sobre o uso da energia atômica no país. O governo diz que a iniciativa pode evitar apagões. Mas ONGs como o Greenpeace veem perigo na tecnologia

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O Brasil precisa investir em energia atômica? O governo federal acha que sim e retomou o programa nuclear do país, que se arrastava desde o acidente com a usina de Chernobyl, em 1986, na extinta União Soviética. Os planos incluem terminar as obras de Angra 3, paralisadas há 24 anos, e, depois, construir pelo menos mais quatro centrais termonucleares até 2030. Duas delas vão ficar no Nordeste, e, as outras duas, no Sudeste. A polêmica decisão tem recebido duras críticas de entidades ligadas à defesa do meio ambiente, e o debate vai se transformar em uma guerra nos próximos anos.

Entre os principais opositores da ideia estão ambientalistas e ONGs, que acham essa tecnologia perigosa e cara. Para o Greenpeace, faz mais sentido gastar com parques eólicos, vistos pelos ativistas como mais competitivos, ambientalmente corretos e seguros. Já os defensores da opção nuclear incluem o Palácio do Planalto, os Ministérios de Minas e Energia e da Ciência e Tecnologia e organizações e empresas diretamente ligadas ao setor. O grupo afirma que os riscos são mínimos e que as usinas são necessárias para dar conta do crescimento da demanda por energia nos próximos 20 anos.

A disputa começou com uma vitória do governo. No dia 31 de maio, a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) concedeu a licença definitiva para a construção de Angra 3. Com isso, a Eletronuclear, responsável pela operação das usinas nucleares no país, pôde retomar as obras. Serão necessários pelo menos mais 8,5 bilhões de reais para terminar o projeto. De acordo com dados fornecidos pela estatal, o custo da paralisação foi de 1,6 bilhão de reais, dos quais cerca de 650 milhões de reais se destinaram à manutenção dos equipamentos, adquiridos no início da década de 80. A conclusão das edificações está prevista para 2015. Depois disso serão feitas as quatro novas unidades.

PRESSÃO DO FUTURO
Por trás dos planos de construção de novos reatores está um estudo, o Plano Nacional de Energia 2030. A análise, feita em 2007 pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), ligada ao Ministério de Minas e Energia, indica que a demanda por eletricidade no Brasil vai crescer entre 90% e 175% até 2030, em relação a 2010. Para lidar com a expansão do consumo nas próximas duas décadas e evitar apagões, a EPE indicou como deveria ser o aumento na produção de energia. Está prevista, por exemplo, a expansão de hidrelétricas e de parques eólicos. Mas a pesquisa também recomendou a geração de um mínimo de 4 gigawatts adicionais por meio de centrais termonucleares.

As discussões sobre os locais onde ficarão instaladas as novas usinas no Nordeste já começaram no Congresso Nacional. Quatro estados estão entre os possíveis escolhidos: Bahia, Pernambuco, Sergipe e Alagoas. Como precisam de um volume considerável de água - que, com o calor gerado a partir da fissão (separação) dos átomos de urânio no reator, é aquecida, vira vapor e movimenta turbinas, gerando energia -, as unidades terão de ficar na orla marítima ou ao lado de grandes rios, como o São Francisco e o Jequitinhonha. Pouco se falou sobre as futuras usinas do Sudeste, mas elas deverão ocupar algum ponto do litoral do Rio de Janeiro, de São Paulo ou do Espírito Santo, ou, ainda, a bacia do Rio Paraná.
Definidos os lugares, as novas termonucleares dependem da aprovação de uma lei federal para sair do papel. No momento em que deputados federais e senadores começarem a analisar o texto do projeto - o que ainda levará alguns anos -, o debate entre defensores e opositores vai se intensificar... 
 


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Designer projeta computador feito com papel reciclado

8 de maio de 2010

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Com a evolução tecnológica, os objetos se tornam obsoletos da noite para o dia e toneladas de equipamentos acabam no lixo poucos meses após sua fabricação.

Câmeras fotográficas, celulares e até computadores são substituídos sem que seus materiais eletrônicos, geralmente carregados de substâncias tóxicas, sejam descartados corretamente. Todos esses equipamentos acabam no lixo comum e causam graves danos ao meio ambiente.

Pensando nisso, o designer Je Sung Park projetou um notebook feito com papel reciclado que pode ter sua estrutura substituída sem comprometer o resto do equipamento e reduz as agressões ambientais comuns nesse tipo de descarte.

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Muitas camadas de papel reciclado são prensadas até formar uma estrutura rígida e resistente. Com o monobloco pronto, as peças e dispositivos eletrônicos são inseridos na estrutura, formando um computador tão eficiente quanto um fabricado com materiais mais agressivos, como o plástico e os metais.

Assim, quando o usuário precisar substituir alguma peça, ele poderá trocar a estrutura por uma nova e montar novamente a parte eletrônica. O case poderá ser reciclado e virar um novo produto.

Futuro de produtos inteligentes e sustentáveis

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O projeto, claro, ainda não está pronto e precisa ser desenvolvido um pouco mais para se tornar viável. Mas o dono da ideia tem planos de colocá-lo em prática nos próximos dez anos e dar início a uma era de computadores menos agressivos ao meio ambiente e mais práticos e acessíveis para os usuários.

“Até agora, os computadores têm sido um símbolo de tecnologia. Mas nós precisamos de computadores mais avançados, que sejam mais fáceis de usar a qualquer hora e em qualquer lugar e que tragam soluções ambientais”, diz.

 

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