Mutirões de Permacultura em Rio de Contas

2 de julho de 2012


O Núcleo Chapada Diamantina, do Instituto de Permacultura da Bahia – IPB, está organizando mutirões na casa dos amigos e permacultores uma vez por mês, com o intuito de praticar, trocar saberes e conhecimentos, aproveitando também para embelezar as casas e nutrir a amizade.
Alinhamento planetário e Mutirão na morado da Luz, dia 19 de maio.
O mutirão realizado no dia 19 de maio foi na casa de Jovanka, Sol e Selva, este dia foi muito especial, pois ocorreu o alinhamento planetário. A família de Rio de Contas se encontrou, alimentando o corpo e o espírito, com atenção, intenção e respiração nos harmonizamos com a mãe Gaia. Plantio de policultura com mudas de laranjas, várias sementes de diversas espécies e muita matéria orgânica foram semeados e a chuva caiu no início da noite, molhando a terra, as sementes e as plantas. Também manejamos filtros biológicos das águas cinzas e canteiros ao redor da casa. 
Neste mutirão contamos com a participação dos amigos permacultores de Brumado que chegou para potencializar as atividades. As fotos foram registradas por Jéssica Sueli.
Valeu gente querida!!
Núcleo de Policultura e Diversidade, morada da Luz.
Manejo dos canteiros ao redor da casa

SALTO PARA O FUTURO - SÉRIE ESPAÇOS EDUCADORES SUSTENTÁVEIS

25 de junho de 2012

A série pretende mostrar que é possível transformar as escolas em espaços educadores sustentáveis e que este processo já está em curso. Por meio de ações relativamente simples, as escolas têm encontrado maneiras criativas e acessíveis de se aproximarem do ideal de sustentabilidade. A série visa dar visibilidade a essas iniciativas e fornecer aportes técnicos para consolidá-las e fortalecê-las, de forma que deixem de ser ações isoladas e se tornem uma prática sistemática e difundida por todo o país.

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Clique nos links abaixo para assistir aos programas da série Espaços Educadores Sustentáveis
Série Espaços Educadores Sustentáveis

Programa 1 – O que são Espaços Educadores Sustentáveis
Programa 2 – Escola sustentável: currículo, gestão e edificação
Programa 3 – Vida sustentável: ações individuais e coletivas
Programa 4 – Outros olhares sobre Espaços Educadores Sustentáveis
Programa 5 – Espaços Educadores Sustentáveis em debate


Você também pode acessar o Boletim da série clicando aqui.

 

A primeira escola com certificado sustentável do Brasil

Por RAFAELA | Publicado: 18 de maio de 2011

A primeira escola com certificado sustentável do Brasil, Colégio Estadual Erich Walter, foi inaugurada recentemente no Rio de Janeiro. No mundo todo, apenas 120 escolas possuem o certificado Leed School e a maioria esmagadora fica nos EUA (são 118 escolas em terras norte-americanas, uma em Bali e outra na Noruega), mas o exemplo no Rio vai servir de modelo para mais 40 escolas brasileiras.


A escola ainda está esperando o certificado do Green Building Council (GBC), que deve demorar cerca de cinco meses. Serão analisados a presença de itens como: área para lixo reciclável, sistema de reaproveitamento de água da chuva, painéis solares, bicicletário, vagas para veículos menos poluentes, telhado verde, entre outras necessidades que, segundo o  escritório responsável pelo projeto da escola carioca, Arktos – Arquitetura Sustentável, a escola já dispõe.

Agora é só esperar a resposta final e torcer para que venham logo as outras 40!

Fonte: Ambiente Brasil.

Curso de Agrofloresta

16 de maio de 2012

Com Ernest Gotsh, Tiago TC e Convidados
Telefone: 73 99261731
Tipo de evento: curso
Organizado por: Piracanga Ecovila

Blog do IPB: Curso de Coberturas Verdes em Edificações

9 de maio de 2012

Histórico: Deficiências e crises das cidades comtemporâneas;

Benefícios desse sistema: nível urbanístico e local para a edificação; Categorias de Coberturas Verdes; Tecnologias, componentes existentes e processos de Implantação; Planejamento de Implantação;Alternativas construtivas: tipos de substratos, vegetação e uso das coberturas; Detalhes técnicos em Drenagem e Irrigação

Atividade Prática: Montagem da Cobertura Verde na Sede da Opa, na Vila do Diogo.

Facilitador: Felipe Pinheiro
Dias 26 e 27 / 05 / 2012


Local : Centro de Vivências Opa
Vila do Diogo - Mata de São João - Bahia


Investimento: R$270,00 profissionais e R$180,00 estudantes ( até o dia 12 de maio. Depois: R$320,00 profissionais e R$220,00 estudantes.
 

Inclui: espaço para acampamento, café da manhã e sopa na noite do primeiro dia.

telefones: (71) 324-6204; (71) 91464349
e-mail: info@opabrasil.org




PDC - Brumado/BA

26 de março de 2012


Inscrições abertas para o PDC - Brumado/BA

No período de 31 de março a 8 de abril de 2012 o Instituto de Permacultura da Bahia (IPB) e o Núcleo de Permacultura de Brumado, realizarão um PDC (Permaculture, Design Course), em Brumado-BA, no Restaurante Sossego (Parque dos avestruzes). Serão nove dias retirados e agrupados para vivenciar informações teóricas e práticas sobre o caminho da permacultura no Brasil, formar e/ou reforçar conexões e trocar experiências. Esperamos vocês para ajudar a reforçar essa esfera de boas intenções.

Investimento:
R$ 650,00 (Incluso Alimentação e Hospedagem)

Facilitadores:
David Borja
Nagoy Sol Correa
Natalia Andrade
Thomas Enlazador 

Local:
Restaurante Sossego/ Brumado-Ba 

Data:
31/03 a 08/04

Realização:
Núcleo de Permacultura de Brumado
IPB (Instituto de Permacultura da Bahia)

Apoio:
Núcleo de Permacultura de Rio de Contas
Comar
Binho Brill
Restaurante Sossego

Contato:
077 99584044 (jéssica Sueli)
077 91607418 (renê Lima)
permabrumado@gmail.com

Bloco da Pipoca Indignada

18 de fevereiro de 2012



Quinta-feira no Circuito Barra-Ondina, o Movimento Desocupa colocou o bloco na rua para protestar contra a privatização do Carnaval de Salvador.

Defensoria Pública da União pede embargo do Camaro...

10 de fevereiro de 2012

BLOG DO RIO VERMELHO: Defensoria Pública da União pede embargo do Camaro...: A Defensoria Pública da União da Bahia (DPU/BA) ajuizou, nessa sexta-feira (10), ação civil pública (ACP) pedindo o embargo e a supress...

T.R.A.N.S.P.O.R.T.E - C.A.R.N.A.V.A.L




Não vou tirar meus pés, meus pés do chão
Não vou tirar meus pés, meus pés do chão
Não vou tirar meus pés, meus pés do chão
Não vou tirar meus pés, meus pés do chão

Festa sacana, feita por gente com grana
Que ganha muito mais grana
Manipulando a cultura
Muitos artistas aceitam esses senhores
Pra não ficarem tão longe dos refletores

Desocupa João 01 02 2012.wmv

5 de fevereiro de 2012

A CIDADE QUE QUEREMOS

31 de janeiro de 2012

Mais fotos deste momento histórico para a Cidade da Bahia. Em breve vamos disponibilizar áudios e videos.








Fotos: João Milet Meirelles

A Música do Desocupa

30 de janeiro de 2012



A MÚSICA DESOCUPA TEM O INTUITO DE EXTERNAR A INDIGNAÇÃO DA GRANDE MAIORIA DOS SOTEROPOLITANOS COM O DESCASO DA PREFEITURA MUNICIPAL PARA COM A PRIMEIRA CAPITAL DO BRASIL. 

A CIDADE ESTÁ, NOTORIAMENTE, JOGADA NO LIXO.


COMPOSIÇÃO: ALEH SANTANA

Ricardo Boechat e a Favela Pinheirinho.wmv

25 de janeiro de 2012



Excelente crítica do jornalista Ricardo Boechat (TV Bandeirantes) sobre a desocupação da Favela Pinheirinho, em São José dos Campos, em 21/01/2012. A desocupação foi ordenada pela Justiça Paulista, com a colaboração do Governador Geraldo Alckmin.

Desocupa João

21 de janeiro de 2012

Desocupa a prefeitura, João!

18 de janeiro de 2012

Grupo organiza manifestação contra Louos nesta sexta (20)

'Desocupa a prefeitura, João! está previsto para acontecer na Praça Municipal

 
Mais uma manifestação organizada pelas redes sociais promete invadir as ruas de Salvador. Desta vez, o motivo do protesto é a assinatura polêmica da Lei de Ordenamento do Uso e Ordenamento do Solo (Louos) pelo prefeito João Henrique, às vésperas da sua viagem para Espanha. Através do Facebook, os manifestantes prometem ir à Praça Municipal para "expressar indignação" contra a ação do gestor, nesta sexta-feira (20).

"Desocupa a prefeitura, João!". Este é o nome do movimento que já tem mais de 330 pessoas confirmadas. O encontro está previsto para às 16h e pretende acionar os vereadores da capital baiana, bem como o prefeito exercício, Edvaldo Brito (PTB).

Na fanpage organizada pelo grupo, os participantes discutem ações que podem ser tomadas em conjunto contra a assinatura da Lei. Os usuários compartilharam o link do Ministério Público do Estado, bem como os contatos por telefone, para organizarem uma Ação Civil Pública.

Foto: Ascom/Divulgação

Juíza proíbe manifestação organizada através da web em Ondina

14 de janeiro de 2012

Por Tássia Correia
www.atarde.com.br

Uma decisão da juíza Lisbete Teixeira Cézar Santos, da 7ª Vara da Fazenda Pública, pediu nesta sexta, 13, interdição ao movimento social Desocupa, manifestação do tipo flash mob, organizada via redes sociais, contra a privatização dos espaços públicos da capital baiana. Um protesto está previsto para este sábado, às 18 horas, em frente à Praça de Ondina. A liminar estabelece multa de R$ 5 mil se descumprida.

A Praça de Ondina foi concedida pela Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo do Município (Sucom) à empresa Premium Produções para a construção do Camarote Salvador, no ano passado, com a contrapartida de reforma na praça, pagamento no valor de R$ 1 milhão à Prefeitura e disponibilização de arquibancadas públicas durante o Carnaval. E, em dezembro, três meses após ser inaugurada, foi cercada de tapumes que impedem o acesso dos usuários. 

A Premium ingressou com pedido de liminar alegando risco iminente de desordem e de os manifestantes do Desocupa tomarem posse do espaço neste sábado. Na ação, a empresa aponta a jornalista Nadja Vladi como líder do movimento. Nadja é editora-coordenadora da Revista Muito do Grupo A TARDE, doutora em cultura e comunicação pela Universidade Federal da Bahia (Ufba) e professora dos cursos de comunicação da Unijorge e Faculdade Social da Bahia. A jornalista nega liderar o movimento: “Não sou líder e não entendo por que fui escolhida para isso nessa ação. Se a prefeitura privatizou um espaço,  tenho motivos para criticar isso como moradora de Ondina”.

No Facebook, o Desocupa é definido como “uma manifestação pacífica e artística” e tem apoio de pelo menos 400 pessoas. Em nota, a Premium alegou que “a página do Movimento Desocupa no Facebook veicula manifestações que revelam a intenção de destruir e depredar a área”. A decisão judicial também compele a Sucom a proteger o espaço e autoriza o envio de reforço policial ao local. Após a decisão, a assessoria de comunicação da Sucom divulgou nota reafirmando que o espaço é alvo de concessão.

O advogado e professor de Direito Constitucional Marcos Sampaio avaliou que “impedir o direito de as pessoas se manifestarem de forma pacífica é inconstitucional, inconcebível e inconciliável com o estado de democracia em que vivemos”. Na opinião do advogado e procurador Manoel Jorge Silva Neto, a princípio, a decisão não impede o protesto: “A ação desse tipo é para impedir que alguém tome posse do camarote. Sendo assim, essa liminar não proíbe as pessoas de se manifestarem e de exercerem o direito de reunião”.


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Nadja Vladi Gumes está impedida, mas nós não. Compareceremos, pacificamente, na área externa do camarote, que é a rua da nossa cidade.


Nesta Quinta, 20, Diálogo público sobre movimentos sociais contemporâneos

20 de outubro de 2011

Nesta quinta-feira, dia 20 de outubro, acontecerá, às 16 horas, no acampamento Ocupa salvador o Diálogo Público com Michael Burawoy, da Universidade da Califórnia, em Berkeley, pesquisador de temas ligados à precarização do trabalho e movimentos sociais,  e Ruy Braga (USP) especialista em Sociologia do trabalho apresentará a sociologia pública no contexto da sociologia e das lutas sociais no Brasil.

As falas de Michael Burawoy contará com tradução simultânea do Professor Felippe Ramos, da INULAT – Iniciativa Ufba-Latina.

O Diálogo será transmitido AO VIVO pela internet – o link será divulgado amanhã aqui no blogue e nas nossas redes: twitter e facebook.

Trata-se um evento livre e viabilizado colaborativamente! Divulgue e participe!
O Diálogo será no local da ocupação, em praça pública – na praça nova de Ondina (na orla, entre o local das esculturas das gordinhas e o Othon).


Saiba mais sobre os pesquisadores:

Michael Burawoy é professor do Departamento de Sociologia da Universidade da Califórnia, Berkeley, conhecido como um etnossociólogo do trabalho. Em 2004 foi eleito presidente da American Sociological Association (ASA). Entre 2006 a 2010 foi vice-presidente para o Comitê das Associações Nacionais da International Sociological Association (ISA). E atualmente é presidente da International Sociological Association (ISA). Michael Burawoy possui várias publicações, dentre elas o livro “Por uma Sociologia Pública” escrito com Ruy Braga, Professor e Vice-Chefe do departamento de sociologia da Universidade de São Paulo, Diretor do Centro de Estudos dos Direitos da Cidadania (Cenedic), secretário de redação da revista Outubro e organizador juntamente com o prof. Marco Aurélio Santana o dossiê Sociologia Pública do Caderno CRH n. 56. Principal expoente na defesa da Sociologia Pública, Burawoy defende a ideia de uma “prática sociológica” engajada com diferentes públicos extra-acadêmicos, que consiga conjugar o rigor de uma sociologia profissional com a intervenção no espaço publico.
Ruy Braga tem sido o defensor e difusor da proposta de uma sociologia pública no Brasil. Em seus textos tem discutido como se processa a trajetória da sociologia do trabalho brasileira, identificando as diferentes fases e campos do conhecimento sociológico (o profissional, o crítico, o público e o para políticas públicas) pelos quais foi marcada. Reflete assim sobre o lugar da sociologia pública no contexto da sociologia e das lutas sociais no Brasil, ontem e hoje.

Almanaque de Práticas Sustentáveis

6 de julho de 2011

por Portal EcoD.

Autor: Thomas Enlazador
Editora: Iteia.org

LINK


"A definição oficial das Nações Unidas para o desenvolvimento sustentável é a seguinte: 'o desenvolvimento que satisfaz as necessidades presentes, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades'". É com essa máxima que Thomas Enlazador, e um grupo de colaboradores, escreveram o Almanaque de Práticas Sustentáveis (em sua 3ª edição).

O livro aponta novos caminhos para uma mudança comportamental e auxilia os cidadãos que acreditam nas mudanças de dentro para fora. O manual de bolso se propõe a reunir práticas que fomentem valores como solidariedade, cooperação, consciência e igualdade.

Entre as ações por um consumo mais consciente está o incentivo à economia solidária, um modelo que prega a autogestão, a democracia participativa, a cooperação, a promoção e o desenvolvimento humano. Algumas das práticas sugeridas pelo livro são:

  • Praticar o comércio justo e solidário
  • Acessar o micro-crédito
  • Criar um mercado de trocas solidário
  • Apoiar o consumo crítico, sustentável e consciente
  • Organizar uma cooperativa ou clube de compras

Educação não deve se subordinar às exigências do mercado, diz presidente do Ipea

1 de julho de 2011

por Desirèe Luíse, do Aprendiz


“Não devemos subordinar a educação às exigências do mercado de trabalho”, diz o presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcio Pochmann, em entrevista ao Portal Aprendiz. Para o economista, apenas o nível educacional não é fator determinante para a garantia de um bom emprego.

Como a geração de vagas disponíveis depende também de variáveis macroeconômicas, Pochmann defende que o ensino deve ser pensado não somente para suprir a demanda da economia, mas para a construção de uma sociedade superior. “Uma educação que esteja diretamente relacionada à capacidade das pessoas dialogarem”, afirma. 

De acordo com estimativa do Ipea, o ritmo de 5% da expansão da economia em 2011 tende a afetar positivamente o mercado de trabalho brasileiro. Deverão ser gerados 1,7 milhão de novos empregos formais até o final do ano. Em 2010, o Brasil atingiu 2,5 milhões, quando a expansão econômica alcançou 7,5%.

Portal Aprendiz – Há relação entre escolaridade e emprego? Quanto melhor o nível educacional de uma pessoa maior a chance de estar empregado?
Marcio Pochmann – Há uma correlação direta entre emprego e escolaridade. O que não existe é o nível educacional como fator determinante para se conseguir um emprego, porque este depende de variáveis macroeconômicas. Haverá emprego na medida em que um conjunto de pontos se combina. Se há crescimento econômico, evidentemente que empregos são gerados. Agora, o tipo do emprego depende do tipo de crescimento dessa economia.

Aprendiz – Podem ser gerados empregos de baixa qualidade?
Pochmann – Isso. Podem ser criados empregos precarizados, se a economia, mesmo crescendo rápido, for estimulada por setores regulados, por exemplo, por produção de baixo valor agregado, como é o caso da produção agrícola, do extrativismo mineral e de serviços familiares.

Aprendiz – E como a economia pode gerar bons empregos em quantidade?
Pochmann – Se a economia estiver associada a setores que produzem alto valor agregado. Seria o caso das tecnologias da informação e comunicação, setores industriais e setor de serviços de maior qualidade.

Aprendiz – Então, o diploma universitário não pode mais ser considerado um passaporte para o bom emprego?
Pochmann – No passado, o diploma era isso. Mas, tivemos no Brasil, e em outros países, uma espécie de banalização do certificado. Algo como uma indústria de certificação e isso andou, de certa maneira, desacompanhado da qualidade do ensino. Hoje, as empresas não contratam apenas pelo diploma. Há uma bateria de exames para saber se aquele certificado vem acompanhado de pessoas que sabem aquilo que em tese deveriam conhecer.

Aprendiz – Atualmente, existe demanda maior por uma mão de obra mais capacitada?
Pochmann – Sim, estamos vivendo um fenômeno relativamente novo no país, talvez somente comparado ao que o Brasil viveu na primeira metade da década de 1970, durante o chamado milagre econômico. O crescimento da economia vem acompanhado de uma expansão de empregos e estes estão cada vez mais exigindo preparação, qualidade, certificação ampliada por parte dos trabalhadores.

Aprendiz – Mas ainda há muito desemprego no país. Como explicar?
Pochmann – Exatamente. Isso é paradoxal, porque falta mão de obra qualificada em determinados setores e localidades e, simultaneamente, pessoas pouco preparadas em excesso, que estão desempregadas. Essa situação exige uma remodelação da política de emprego no Brasil, buscando justamente reduzir os desníveis entre a demanda por trabalhadores e a oferta desses trabalhadores.

Aprendiz – O que é preciso fazer nesta remodelação?
Pochmann – Precisa-se melhor assistir aqueles trabalhadores que estão qualificados e poderiam estar ocupando vagas, mas moram em determinados locais onde não se encontra esse emprego. Há um problema de informação, inclusive, já que empresas querem contratar estes trabalhadores e não sabem que eles existem. Precisa-se combinar a intermediação de mão de obra com a qualificação e, ao mesmo tempo, os benefícios que são dados às pessoas desempregadas. Temos esses três pontos, mas que não operam de forma sistêmica.

Aprendiz –Investir em educação voltada para o mercado de trabalho ajuda a diminuir o desemprego?
Pochmann – Entendo que não devemos subordinar a educação às exigências do mercado de trabalho, porque são, em geral, de curto prazo. Estamos prisioneiros da alienação que descola a realidade da perspectiva educadora. Além do trabalho, o ensino também tem relação com a vida das pessoas e em nenhum país do mundo está voltada apenas para o mercado. É justamente na circunstância de que, muitas vezes, não se sabe que tipo de emprego que a economia gera – porque ela depende das tais variáveis que citei – que é fundamental o país ter uma educação de boa qualidade não apenas para suprir a demanda da economia, mas para a construção de uma sociedade superior.

Aprendiz – O que você destaca como educação de boa qualidade?
Pochmann – Uma que esteja diretamente relacionada a um sentido da vida, que diz respeito à capacidade das pessoas dialogarem, de aumentarem o conhecimento que sugere cada vez mais o aprendizado como base das organizações. Devemos reconhecer a transformação tão grande da sociedade que tem acabado com a condição de que só as crianças e os adolescentes devem estudar. Hoje, é cada vez mais necessária a educação para a vida toda. Assim, adultos terão que estudar também, seja por exigência do próprio mercado de trabalho ou para as condições deste século XXI.

Aprendiz – Esta é a chave para um país melhor desenvolvido?
Pochmann – Do ponto de vista sul-americano, o Brasil surge como nação que pode liderar o desenvolvimento. O país é a sétima economia do mundo e é a primeira vez que participa mais ativamente das questões econômicas mundiais. Mas devemos ser capazes de protagonizar o futuro, evitando erros do passado como, por exemplo, relacionar educação exclusivamente com trabalho. Também, se ficarmos presos às commodities [produto em estado bruto ou pequeno grau de industrialização], não ocuparemos melhor posição no cenário global, mesmo com educação melhorada. Precisamos transformar o entendimento do ensino relacionado ao desenvolvimento.

* Publicado originalmente no Portal Aprendiz.
 

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